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Rodrigo Maranhão volta ao samba com Mart’nália 20 anos depois
RIO DE JANEIRO – Quase duas décadas após a estreia solo, Rodrigo Maranhão reaquece a cena do samba de rua com “O amor e o tempo”, disco autoral lançado em 28 de janeiro que reúne Mart’nália e Chico Chico em participações de peso.
- Em resumo: Álbum reúne 10 sambas inéditos e marca o retorno criativo do fundador do Bangalafumenga.
Nomes de peso fortalecem o coro
Produzido pelo baterista João Viana, o trabalho traz featurings estratégicos: Mart’nália entoa “Saudade de nós”, enquanto Chico Chico divide “Samba torto”. Na base, Davi Moraes (guitarra), Alberto Continentino (baixo) e Pretinho da Serrinha – que ainda coassina “Levanta povo” – reforçam a sonoridade de bloco. Segundo dados do Ministério da Cultura, a retomada de projetos autorais no segmento ajuda a movimentar a economia criativa do país, estimada em R$ 230 bilhões anuais.
Mesmo após o disco de intérprete “Isso não é Maranhão” (2024), o compositor mostra que sua caneta continua afiada: assina sozinho títulos como “Samba vagabundo” e “Fora da cadência”, além de parcerias com Gabriel Moura e Zé Paulo Becker.
“Quem mora no Rio de Janeiro se acha muito cosmopolita e esquece que é regional”, reflete Rodrigo Maranhão ao definir a chamada “regionalidade carioca”.
A atmosfera dos blocos ganha registro definitivo
Gravado para soar como rua, o repertório aposta em refrões coletivos e percussão aberta, resgatando a tradição do samba que invade o Aterro do Flamengo no Carnaval. A chegada do disco antecipa o desfile do Bangalafumenga no próximo domingo, 15 de fevereiro, e coloca Maranhão novamente no radar dos foliões.

Para além da nostalgia, “O amor e o tempo” funciona como documento geracional ao registrar a influência de rodas de samba que, segundo o IBGE, reúnem até 500 mil pessoas por ano somente na capital fluminense.
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Crédito da imagem: Divulgação
