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domingo, março 15, 2026

Rombo de R$ 500 mil: como agência isolou casal de influencers

Rombo de R$ 500 mil: como agência isolou casal de influencers

São Paulo (SP) – Um rombo estimado em R$ 500 mil fez o casal Gustavo Catunda e Robert Rosselló, do perfil 2depais, acusar a agência Hello Group de reter repasses publicitários e controlar cada contato com marcas, segundo documentos já enviados ao Ministério Público.

  • Em resumo: Justiça negou bloqueio de bens, mas mandou patrocinadora pagar R$ 42 mil direto aos criadores.

Bastidores do suposto calote

Desde 2021, o contrato previa que 70% de cada campanha ficaria com os influenciadores, enquanto 30% seriam da empresa. A dupla afirma que, para “proteger a imagem”, era proibida de falar com anunciantes ou até colegas de profissão. Ao cruzar comprovantes com as marcas, descobriram que os pagamentos à agência estavam em dia.

Especialistas lembram que, em casos de retenção indevida, a conduta pode ser enquadrada como apropriação indébita, crime previsto no art. 168 do Código Penal. Reclamações de fraudes semelhantes no mercado de publicidade digital cresceram 27% em 2024, segundo dados da Febraban.

“Ali, a ficha caiu”, recorda Gustavo, ao relatar o momento em que recebeu o primeiro comprovante quitado meses antes.

Por que isso importa para criadores digitais

O marketing de influência movimentou cerca de R$ 16 bilhões no Brasil em 2023, aponta estudo da Nielsen, tornando o setor alvo frequente de intermediações agressivas. Cláusulas de transparência – como acesso a contratos, notas fiscais e prazos de repasse – são recomendadas por advogados para reduzir riscos.

Neste caso, a Justiça não viu provas suficientes para bloquear bens da Hello Group, mas determinou que uma patrocinadora com contrato de R$ 42 mil repasse a parte dos influencers diretamente a eles. A decisão abre precedente: outras marcas podem ser acionadas para quitar valores sem intermediação, pressionando a agência a prestar contas.

Além do prejuízo financeiro, o casal relata dívidas tributárias de R$ 40 mil e problemas de saúde relacionados ao estresse. Pelo menos outros criadores teriam procurado a dupla alegando experiências parecidas, sugerindo prática recorrente.

O que você acha? Cláusulas de exclusividade total deveriam ser proibidas? Para mais atualizações sobre casos de polícia e direito digital, acesse nossa editoria de Segurança.


Crédito da imagem: Divulgação / G1

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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