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Rombo de R$3 bi no BRB pressiona DF; banco avalia empréstimo ao FGC
Brasília/DF – Em 23 de janeiro de 2026, o Banco de Brasília (BRB) confirmou que estuda um pacote de emergência – que inclui empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), criação de fundo imobiliário e aporte direto do Governo do Distrito Federal – para cobrir um prejuízo estimado em mais de R$ 3 bilhões, decorrente de operações com o Banco Master.
- Em resumo: rombo bilionário pode ser coberto com recursos do FGC, ativos imobiliários do GDF e dinheiro dos acionistas.
Por que o buraco financeiro preocupa o mercado
Segundo o BRB, o plano de capitalização será submetido ao Banco Central ainda neste trimestre. Caso aprovado, dependerá também de aval da Câmara Legislativa do DF, já que envolve patrimônio público.
O temor é de que o déficit comprometa a capacidade de crédito regional. Dados do Banco Central mostram que, em 2025, operações de socorro a instituições somaram R$ 6,8 bilhões, quase o dobro do registrado em 2023, reflexo de governança falha e crédito de alto risco.
“O Banco permanece sólido, seguro e operando normalmente”, diz nota do BRB.
Quais saídas estão na mesa e o que diz a lei
Entre as alternativas, a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário permitiria transformar imóveis ociosos do GDF em lastro, liberando caixa imediato para o banco. Já o empréstimo ao FGC, previsto na Lei 13.506/2017, exige garantia real e pode chegar a até 2% do patrimônio de referência da instituição.

O aporte de acionistas, por sua vez, recairia majoritariamente sobre o Governo do DF, que detém 71,92% do capital do BRB. Para especialistas, a medida deve respeitar o limite de endividamento do ente público e a Lei de Responsabilidade Fiscal, que fixa teto de 3% da receita corrente líquida para operações de crédito.
O que você acha? O governo deve usar patrimônio público para socorrer o banco? Para mais análises de mercado, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
