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domingo, março 15, 2026

Rombo do Banco Master faz Haddad exigir BC sobre fundos

Rombo do Banco Master faz Haddad exigir BC sobre fundos

Ministério da Fazenda – Na última segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, o ministro Fernando Haddad defendeu que a regulação dos fundos de investimento saia da CVM e passe para o Banco Central, em resposta direta ao escândalo que levou à liquidação do Banco Master.

  • Em resumo: Haddad quer ampliar o poder do BC após fundos inflarem artificialmente o patrimônio do Master.

Por que o BC pode ganhar novos poderes

Em entrevista ao UOL, Haddad argumentou que a interseção crescente entre fundos e instituições financeiras exige supervisão única. Segundo dados do Banco Central, o setor de fundos movimenta mais de R$ 8,2 trilhões – quase o dobro do PIB brasileiro em 2025.

A proposta em discussão no Executivo ampliaria o “perímetro regulatório”, levando para o BC produtos hoje sob a Comissão de Valores Mobiliários. Na prática, isso permitiria fiscalizações in loco, aplicação de exigências prudenciais e integração imediata de informações contábeis com o Sistema Financeiro Nacional.

“O Banco Central tem de passar a fiscalizar os fundos; há intersecção grande hoje entre fundos e finanças”, disse Haddad.

Operação Compliance Zero expõe riscos sistêmicos

O debate ganhou urgência depois que a Operação Compliance Zero revelou que a gestora Reag usou fundos para inflar o balanço do Banco Master, já liquidado pelo BC, e é investigada por ligações com a facção PCC. Especialistas lembram que fraudes semelhantes desencadearam crises bancárias na década de 1990, quando o Proer custou R$ 22 bilhões aos cofres públicos.

Hoje, a CVM conta com 12 inspetores para monitorar mais de 26 mil fundos. Caso o BC assuma, a autarquia poderá utilizar sua estrutura de 3 800 servidores e o Sistema de Informações de Crédito (SCR) para detectar movimentos atípicos em tempo real.

O que você acha? A mudança tornaria o mercado mais seguro ou concentraria poder demais no BC? Para mais análises sobre finanças, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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