Roubo de 12 t de KitKat na Europa não ameaça estoque, diz Nestlé
Nestlé – Em comunicado divulgado neste domingo (29), a empresa suíça confirmou que o caminhão com 12 toneladas de KitKat continua desaparecido entre a Itália e a Polônia, mas assegurou que o fornecimento do chocolate aos pontos de venda europeus permanece inalterado.
- Em resumo: 413.793 barras sumiram poucos dias antes da Páscoa; abastecimento segue normal, segundo a fabricante.
Pistas sobre a carga milionária
A companhia informa que trabalha “em estreita colaboração” com autoridades locais e parceiros logísticos para rastrear o veículo. Cada barra roubada pode ser identificada pelo código de lote, o que facilita bloquear a revenda em mercados paralelos. De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, roubos de carga somaram 14,4 mil ocorrências no Brasil em 2022, evidenciando que o crime se apoia em receptadores organizados.
Apesar de a Nestlé não revelar o local exato do furto, investigações concentram-se na rota que cruza Áustria, Eslovênia e República Tcheca até chegar à Polônia. A expectativa é de que o sistema de rastreamento por lotes impeça que os chocolates sejam vendidos em grandes redes varejistas, onde o controle de procedência é rigoroso.
“Parece que os ladrões levaram a nossa mensagem de ‘faça uma pausa com KitKat’ muito a sério”, ironizou um porta-voz da marca.
Impacto para consumidores e mercado de Páscoa
A Europa responde por cerca de 30% do faturamento global da Nestlé com confeitaria. Segundo a consultoria Euromonitor, cada europeu consome, em média, 3,8 kg de chocolate por ano, com pico na temporada de Páscoa. Por isso, o sumiço da carga levantou temores de falta do produto às vésperas da data.

Contudo, a gigante suíça garante que possui estoques suficientes em centros de distribuição espalhados pelo continente. Caso algum consumidor desconfie da procedência, a orientação é escanear o código de barras: se o sistema identificar correspondência com o lote desaparecido, instruções de denúncia aparecem na tela, reforçando o cerco a canais de venda irregulares.
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Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS
