Rouparia em chamas transfere 12 pacientes em hospital de Fortaleza
Fortaleza (CE) – Um incêndio iniciado na rouparia do Hospital Dr. Oswaldo Cruz (HDOC), na Rua Rocha Lima, Centro, na manhã deste domingo (5), obrigou a transferência emergencial de 12 pacientes e deixou um deles em estado delicado após inalação de fumaça.
- Em resumo: fogo controlado, evacuação preventiva e um paciente com quadro crítico.
De onde veio a fumaça e como a equipe agiu
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Ceará, as chamas concentraram-se em materiais têxteis da rouparia, ambiente propenso a combustão rápida pela presença de tecidos secos e produtos de limpeza. A corporação chegou poucos minutos após o chamado, isolou o pavimento e realizou ventilação forçada para dissipar a fuligem.
Depois de triagem, 12 pacientes foram transferidos, por prioridade, para unidades da própria rede e hospitais particulares. O Grupo HDOC garantiu que não houve feridos entre colaboradores e que o Hospital Central de Fortaleza (HCF) recebeu parte dos transferidos “com suporte pleno de atendimento”.
“A rápida resposta evitou que o incêndio alcançasse alas de internação”, informou a corporação em nota oficial.
Por que incidentes assim ainda ocorrem?
Apesar de a Resolução RDC 23/2011, da Anvisa, exigir sistemas de detecção e sprinklers em hospitais, nem todas as estruturas antigas contam com modernização completa. Em 2025, outro incêndio no Hospital Geral Dr. Cesar Cals já havia exposto fragilidades parecidas e mobilizado evacuação de crianças.
Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) aponta que ocorrências de fogo em equipamentos públicos de saúde tendem a crescer quando há sobrecarga elétrica e armazenamento inadequado de insumos, fatores comuns em prédios construídos antes dos anos 2000.

Especialistas em engenharia hospitalar defendem a criação de um “check-list de risco” semestral, similar ao adotado em UTIs, para reduzir episódios como o do HDOC. Enquanto a perícia não conclui a causa exata, parte do hospital segue operando em alas não atingidas, sob monitoramento reforçado.
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Crédito da imagem: Divulgação
