Jerez de la Frontera, Espanha - Fora dos boxes desde abril, Christian Horner voltou a refrear as especulações que o ligam à Alpine e afirmou que não tem pressa para selar seu retorno à Fórmula 1, deixando um vazio estratégico no grid e um investimento potencial na casa dos bilhões em aberto.
- Em resumo: Horner curte “férias” enquanto Alpine aguarda definição sobre possível sociedade nos moldes de Toto Wolff.
Bastidores: por que a Alpine mira Horner
Com apenas oito pontos nas primeiras etapas de 2024, a Alpine busca um nome de peso para reverter a crise técnica aberta após a saída de Otmar Szafnauer. Horner, que comandou a Red Bull a partir de 2005, soma seis títulos de Construtores e figura entre os chefes mais vitoriosos da história moderna — 113 vitórias, segundo dados oficiais da Fórmula 1.
Fontes internas indicam que a proposta envolveria a compra de cerca de 25% do time francês, repetindo o modelo em que Toto Wolff detém participação na Mercedes e no Conselho da equipe.
“Sempre há rumores circulando. Por enquanto, ainda estou em uma pausa e não tenho pressa. Quando isso terminar, vamos ver.”
O legado e as cifras em jogo
Horner aproveita o intervalo para circular em outras categorias: foi convidado da Liberty Media no GP da Espanha de MotoGP e declarou admiração por Marc Márquez, a quem comparou a Max Verstappen. A presença reforça sua influência no esporte a motor e mantém seu nome em alta enquanto os acionistas da Alpine avaliam o aporte, estimado em mais de US$ 300 milhões, de acordo com relatórios de mercado publicados após a venda parcial da equipe em 2023.
Especialistas lembram que trocas na chefia técnica costumam impactar até 0,5 s de desempenho por volta ao longo de uma temporada, índice que pode redefinir a disputa do pelotão intermediário caso o britânico aceite o desafio.
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