Londres - Em entrevista divulgada recentemente pela BBC, o britânico George Russell, piloto da Mercedes, contrariou as críticas mais barulhentas de colegas como Max Verstappen e Lando Norris e elogiou o regulamento da Fórmula 1 que estreia em 2026, destacando que o novo carro “abre portas para batalhas mais intensas na pista”.
- Em resumo: Russell afirma que o pacote 2026 melhora as disputas e nega que pilotos estejam “lentos de propósito” nas curvas.
Por que Russell confia no pacote de 2026
Segundo o piloto, a combinação de nova aerodinâmica, baterias mais potentes e motor elétrico de 350 kW traz “oportunidade rara de corridas com muitas reviravoltas”. Dados divulgados pela Federação Internacional de Automobilismo mostram que o regulamento pretende elevar em 50% a contribuição elétrica na volta, exigindo menos combustível e favorecendo ultrapassagens.
Na prática, a energia recuperada no freio permitirá que os carros atinjam mais de 335 km/h sem que o piloto reduza o ritmo nas curvas para carregar bateria – principal queixa apontada por Verstappen.
“Estaremos a toda velocidade nas retas na volta de classificação; não precisaremos tirar o pé para gerenciar energia”, reforçou Russell.
Contexto, números e o impacto esperado
O novo regulamento é a segunda grande ruptura em quatro anos; em 2022, a F1 adotou efeito solo e reduziu em 40% a perda de downforce atrás de outro carro. Agora, a FIA estima até 30% a mais de oportunidades de ultrapassagem por corrida, além de corte de 20% nas emissões de CO₂.
Críticas ganharam força depois do acidente de Oliver Bearman em Suzuka, mas a entidade já promoveu ajustes pontuais – válidos a partir do GP de Miami – para evitar quebras de asa móvel e melhorar o fluxo de ar nos túneis de solo. Russell, entretanto, vê “apenas pequenas peculiaridades” que “não afetam a diversão do fã”.
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