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sexta-feira, março 13, 2026

Safra do tomate: estufas chegam a 50°C e caixa R$50 em SP

Safra do tomate: estufas chegam a 50°C e caixa R$50 em SP

Produtores de Tabatinga e Pirajuí (SP) – A produção de tomate nas estufas da região mostra sinais de recuperação e potencial de renda maior para os agricultores, mas o calor extremo — que atinge até 48–50°C dentro das estruturas — segue como risco real de redução de safra devido ao aborto de flores.

  • Em resumo: Lavouras mais vigorosas podem elevar a produção, mas temperaturas em estufa e manejo pós-colheita definem se o tomate chega com qualidade ao mercado.

Por que a temperatura pode decidir a safra

Produtor em Tabatinga, Luciano Donizete Capana, que cultiva 20 mil pés de variedades como salada, italiano e grape em estufas, diz ter “expectativa positiva” com as plantas mais vigorosas nesta safra.

Ao mesmo tempo, ele alerta que “dentro da estufa, a temperatura chega a 48, 50 graus no pico do dia. Com isso, as flores abortam, o que reduz a produção das plantas”. Para mitigar esse efeito, práticas de manejo em cultivo protegido são recomendadas — Ministério da Agricultura orienta medidas como sombreamento e ventilação para controlar calor e perdas.

“A gente já tem uma expectativa positiva. As plantas este ano parecem estar mais vigorosas, então arriscamos dizer que teremos uma produção melhor do que a da safra passada”, disse Luciano Donizete Capana.

Preço, logística e manejo que definem o lucro

Na safra anterior, a produtividade de Luciano foi afetada por um verme, problema que ele relata ter controlado com controle biológico rigoroso — prática que mantém sua produção livre de defensivos químicos e permite vender o quilo do tomate por até R$ 7 no mercado da capital paulista.

Em Pirajuí, o produtor Bruno Henrique Marcato aposta no tipo italiano: são 6 mil pés em estufa. Ele destaca que o tomate é mais resistente a viroses que o pepino e exige manejo menos complexo que o pimentão, além de colher frutos ainda um pouco verdes para resistirem ao transporte. Bruno projeta preço mínimo de R$ 50 por caixa com parceiros já estabelecidos.

O que você acha? A adoção de técnicas de manejo e o foco em mercados com preço melhor compensam os riscos do calor nas estufas? Para mais detalhes, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / TV TEM

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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