Fórmula 1 – Em Londres, o CEO Stefano Domenicali fez um apelo público após Max Verstappen questionar as regras de 2026, levantando a possibilidade de abandonar o grid. O dirigente advertiu que a eventual saída do tetracampeão mexeria com um universo estimado de 800 milhões de fãs ao redor do planeta.
- Em resumo: Domenicali cobra tom “construtivo” de Verstappen e lembra o peso comercial e esportivo do holandês para a categoria.
Entenda o impasse: regulamento de 2026 na mira
Verstappen vem criticando a proposta de carros mais pesados e motores híbridos simplificados, parte do pacote que a FIA aprovou para 2026. O holandês alega que as mudanças reduzirão a “diversão” ao volante.
A insatisfação ganhou corpo depois que o piloto passou a testar protótipos de Endurance e GT3, sinalizando alternativas fora da F1.
“Somos um esporte global, com mais de 800 milhões de fãs. Precisamos lembrar da dimensão que temos”, disse Domenicali, pedindo cautela nas declarações.
Por que a F1 não quer perder seu tetracampeão?
Segundo relatório anual da Liberty Media, a audiência acumulada de TV e streaming da F1 chegou a 1,55 bilhão de visualizações em 2022, 23% atribuídas diretamente ao desempenho dominante de Verstappen. Além disso, o piloto tem contrato com a Red Bull até 2028, estimado em US$ 50 milhões anuais — valor que influencia negociações de direitos de transmissão e patrocínio.
Domenicali lembrou que a temporada ainda prevê atualizações aerodinâmicas no GP de Miami e defendeu discussão técnica “dentro das reuniões, não na imprensa”. Movimentos de bastidor indicam que parte das críticas pode forçar ajustes antes da homologação final do regulamento, prevista para outubro.
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