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Pequim, China – Mesmo sob tensão logística no Oriente Médio, as montadoras chinesas encerraram março com um feito que reverbera no tabuleiro automotivo mundial: quase 700 mil carros deixaram o país, um salto de 73,7 % em relação ao ano anterior, segundo a Associação Chinesa de Automóveis de Passageiros.
- Em resumo: Exportações batem recorde, enquanto vendas internas caem pelo 6º mês.
Por que a cifra de 700 mil carros assusta a concorrência
No acumulado de março, a China embarcou mais veículos do que Alemanha e Coreia do Sul somadas no mesmo período de 2025, mostram dados do Banco Central compilados pela OICA. O avanço indica que marcas como BYD e SAIC aceleraram a ofensiva para preencher lacunas deixadas por fabricantes europeus, pressionados por custos energéticos e metas de emissão.
Para contornar tarifas e gargalos marítimos, parte dos volumes tem seguido por rotas alternativas via Sudeste Asiático, num modelo de “exportação em kit” que reduz tributos locais e garante rapidez.
Em março, a China exportou quase 700 mil veículos, um aumento de 73,7 % face ao mesmo mês de 2025.
Mercado doméstico encolhe e força virada estratégica
O cenário interno conta outra história: as vendas caíram 15,2 %, totalizando 1,67 milhão de unidades e selando o sexto recuo mensal consecutivo. Carros a combustão foram os mais punidos (-15,7 %), enquanto elétricos e híbridos perderam 14,4 % após cortes nos subsídios federais.
Analistas lembram que, em 2023, a China ultrapassou o Japão e se tornou o maior exportador mundial de automóveis, de acordo com a OICA. O movimento atual aprofunda essa liderança e pode provocar nova rodada de salvaguardas em blocos econômicos que enxergam risco de “invasão” de modelos chineses de baixo custo.

Para 2026, projeções da S&P Global estimam alta de 25 % nas remessas externas, sustentada por acordos bilaterais com países da África e América do Sul interessados em veículos elétricos acessíveis.
O que você acha? A expansão chinesa representa oportunidade ou ameaça para o setor automotivo brasileiro? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação


