São Francisco processa Coca-Cola e Nestlé por crise de saúde
São Francisco processa Coca-Cola e Nestlé por crise de saúde – A prefeitura da cidade californiana entrou recentemente com uma ação civil contra algumas das maiores empresas de alimentos e bebidas dos Estados Unidos, acusando-as de promover uma “epidemia” de doenças crônicas ao popularizar alimentos ultraprocessados.
No processo, protocolado na Corte Superior do Condado de São Francisco, também figuram PepsiCo, Kellogg’s e General Mills. O município sustenta que campanhas de marketing, supostamente direcionadas a públicos vulneráveis, contribuíram para taxas recordes de obesidade, diabetes tipo 2 e outras enfermidades relacionadas à má alimentação.
Entenda os argumentos da prefeitura
Segundo a petição, as empresas teriam violado leis de proteção ao consumidor ao divulgar informações consideradas “enganosas” sobre o valor nutricional de refrigerantes, cereais açucarados e snacks.
A administração municipal pede indenização não especificada para cobrir custos médicos e investimentos em programas de prevenção. Autoridades locais afirmam que os gastos anuais com tratamento de doenças ligadas à dieta ultrapassam US$ 380 milhões nos sistemas público e hospitalar da região.
Ultraprocessados e saúde pública
Estudos da Organização Mundial da Saúde indicam que dietas ricas em açúcar, sódio e gorduras saturadas elevam o risco de mortes prematuras; mais de 650 milhões de adultos convivem com obesidade em todo o mundo, de acordo com dados da OMS.
No caso norte-americano, o Center for Science in the Public Interest calcula que 60% das calorias consumidas pela população provenham de itens ultraprocessados, tendência que onera o sistema de saúde em aproximadamente US$ 1 trilhão por ano.

Caso avance, o processo de São Francisco poderá abrir precedentes para outras cidades demandarem ressarcimento de custos médicos provocados por escolhas alimentares estimuladas por grandes corporações.
Para acompanhar esse e outros desdobramentos internacionais, acesse nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação
