Margaret River, Austrália – Seis brasileiros carimbaram vaga nas oitavas da etapa australiana da World Surf League (WSL), resultado que pode redesenhar a corrida pelo título mundial de 2026.
- Em resumo: Medina, Dora, Ferreira, Chianca e os irmãos Pupo seguem vivos; só três brasileiros ficaram pelo caminho.
Brasileiros impõem ritmo logo no Round 2
Na abertura da janela, Samuel Pupo liderou a invasão verde-amarela com 15,50 pontos, eliminando o norte-americano Cole Houshmand. Depois dele, Gabriel Medina atropelou o mexicano Alan Cleland, Yago Dora bateu o australiano Jacob Willcox e Ítalo Ferreira avançou em duelo apertado diante do marroquino Ramzi Boukhiam. Já João Chianca triunfou sobre Jake Marshall, enquanto Miguel Pupo manteve a liderança do ranking ao despachar Morgan Cibilic.
O desempenho confirma a estatística da WSL: desde 2014, o Brasil conquistou sete dos últimos dez troféus mundiais masculinos, tornando-se a nação a ser batida no tour.
Gabriel Medina somou 13,16 pontos, quase cinco acima de Cleland, e agora encara o bicampeão local Jack Robinson.
O que está em jogo nas oitavas
A maré brasileira trouxe confrontos diretos que podem mexer no topo da tabela. Ítalo Ferreira e João Chianca, por exemplo, farão um embate 100% nacional que garantirá ao menos um brasileiro nas quartas. Já Samuel Pupo mede forças com Kanoa Igarashi, enquanto Miguel Pupo reencontra o australiano Ethan Ewing – adversário direto na disputa pela camisa amarela de líder.
Segundo o histórico recente, quem vence em Margaret River costuma chegar às etapas do Taiti e de J-Bay dentro do corte de classificação para o Finals. Em 2024, Jack Robinson usou a vitória em casa para fechar o ano no top 5; agora, os brasileiros tentam repetir o roteiro.
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