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Seis casos de violência doméstica sacodem Cariri em 24h
Crato, CE – Em menos de 24 horas, seis ocorrências de violência doméstica mobilizaram a Polícia Militar em Crato, Juazeiro do Norte, Farias Brito e Penaforte, no Cariri. As situações incluem arrombamento, agressões com foice e descumprimento de medidas protetivas, revelando um padrão de reincidência e impunidade que mantém as vítimas em risco.
- Em resumo: seis mulheres – uma delas menor de idade – pediram socorro após ataques dos companheiros ou familiares.
Agressores reincidentes e medidas protetivas ignoradas
No centro de Crato, Francisco Thiago Gomes de Oliveira, 34, invadiu a casa da ex-companheira de 35 anos e fugiu antes da chegada da PM. Ele já tinha passagem por violência doméstica. A poucas quadras dali, Marcília do Nascimento Silva Rodrigues, 38, descumpriu a ordem judicial que a proibia de se aproximar da mãe, 69.
A mesma delegacia recebeu ainda Edyglêzio da Cruz Diodato, 35, que foi preso após agredir a companheira de 28 anos, mas saiu em liberdade provisória. Em Penaforte, David Rômulo da Silva, 21, atacou a parceira de 17 anos e também deixou a audiência de custódia com medidas cautelares.
Uma foice apresentada na delegacia mostrou a gravidade da ameaça sofrida por mãe e namorada no distrito de Quincuncá, Farias Brito.
Por que o Cariri lidera estatísticas de agressão
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que o Ceará registrou 18,7 casos de lesão corporal dolosa contra mulheres por hora em 2022, alta de 6 % frente ao ano anterior. A maioria das vítimas tem entre 18 e 40 anos – faixa etária das mulheres atacadas nesta série de ocorrências.

Segundo a Lei Maria da Penha, o descumprimento de medida protetiva pode render prisão preventiva imediata. No entanto, decisões de liberdade provisória com cautelares, como as aplicadas a três acusados, geram sensação de impunidade e prolongam o ciclo de violência.
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Crédito da imagem: Divulgação
