Seul/Coreia do Sul - A Federação Coreana de e-Sports (KeSPA) rompeu com a organização da Esports Nations Cup 2026 (ENC) após impasse sobre a convocação da seleção, jogando dúvidas sobre a legitimidade do torneio marcado para novembro em Riad.
- Em resumo: Sem a nação dona de 13 dos 15 títulos mundiais de LoL, o campeonato corre risco de virar “segunda divisão”.
Por que a decisão abala todo o torneio
O anúncio de retirada veio no mesmo momento em que a participação da China — outro gigante dos jogos eletrônicos — também permanece indefinida. Juntas, as duas potências somam 80% dos títulos de elite em League of Legends, Overwatch e Valorant, segundo levantamento da consultoria Newzoo.
Sem elas, qualquer resultado da ENC deixa de refletir a realidade competitiva global, comprometendo patrocínios, audiência e a própria atração de atletas.
“Seguimos comprometidos em levar jogadores coreanos a Riad”, afirmou a Esports Foundation. “Nas próximas semanas conversaremos diretamente com técnicos e organizações para alinhar uma solução.”
Risco institucional e perda de receita
O caminho é estreito. O Comitê Olímpico Coreano reforçou que “somente atletas selecionados por entidades oficiais podem representar o país”, o que impede players de usar a bandeira coreana sem aval da KeSPA. Caso insistam, ficam sujeitos a punições que vão de suspensão em ligas locais à perda de vistos esportivos.
Para o evento — parte do projeto saudita de investir US$ 38 bilhões em games até 2030 — a baixa tem peso financeiro: a Coreia responde por mais de US$ 1,1 bilhão anuais em receita de e-sports, atrás apenas dos EUA, de acordo com relatório da Korea Creative Content Agency. Sem esse mercado, direitos de transmissão e venda de ingressos podem encolher.
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