Grove, Reino Unido - O norte-americano Logan Sargeant admitiu que já não via sentido em continuar na Fórmula 1 antes mesmo de ser afastado da Williams, expondo os bastidores de uma das categorias mais caras e implacáveis do esporte a motor.
- Em resumo: piloto diz que “não se importa” mais com a F1 após marcar apenas 1 ponto em 36 GPs.
Por que o desinteresse surgiu tão rápido
Revelado pela academia da Williams, Sargeant estreou em 2023, mas acumulou abandonos e terminou a temporada na 21ª posição. Após o GP da Holanda de 2024, perdeu o cockpit para o argentino Franco Colapinto. Segundo o piloto, a forma como “algumas equipes trabalham” contribuiu para o desencanto, insinuando divergências internas não detalhadas.
Só para dimensionar: cada assento na F1 pode movimentar mais de US$ 10 milhões em patrocínios anuais, de acordo com estimativas de mercado. A rotatividade é alta e 68% dos novatos ficam menos de duas temporadas na categoria, indicam estudos compilados pela Anfavea sobre economia do setor automotivo esportivo.
“Estou muito dessensibilizado. Eu realmente não me importo. No final, eu já não tinha interesse em estar lá.” — Logan Sargeant
Endurance em alta e o papel da Ford
Longe dos holofotes da F1, Sargeant estreou no Mundial de Endurance (WEC) em Ímola, 2026, pela Proton Competition, e já foi confirmado no projeto Hypercar da Ford para 2027 ao lado de Mike Rockenfeller e Sebastian Priaulx. A mudança acompanha a revalorização das provas de longa duração: o grid do WEC cresceu 40% desde 2022, impulsionado pelo regulamento Le Mans Hypercar.
Para o torcedor norte-americano, a troca também chama atenção porque Sargeant era um dos raros representantes do país na F1. Dos 60 anos de Mundial, apenas 41 pilotos dos EUA largaram em Grandes Prêmios; o último campeão foi Mario Andretti, em 1978.
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