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Senado articula mega parceria climática Brasil-Japão após missão
BRASÍLIA – Senadores que integram o Grupo Parlamentar Brasil-Japão apresentaram, nesta semana, um relatório da viagem oficial realizada ao país asiático no fim de janeiro, detalhando ações para acelerar a Iniciativa de Parceria Verde e destravar investimentos em tecnologia limpa entre as duas nações.
- Em resumo: Parlamentares querem transformar o acordo em política de Estado e atrair capital japonês para energia renovável no Brasil.
Por que a agenda verde interessa agora
O Japão, quinto maior emissor histórico de CO₂, mira a neutralidade de carbono até 2050 e vê no Brasil um fornecedor estratégico de hidrogênio verde e biocombustíveis. Segundo dados do IBGE, o mercado brasileiro de renováveis já responde por 46% da sua matriz energética – mais que o dobro da média global.
Durante as reuniões em Tóquio, os senadores ouviram executivos da Mitsubishi e da Sumitomo interessados em parques solares no Nordeste brasileiro e no uso de amônia para fertilizantes de baixo carbono.
“A parceria pode movimentar até US$ 10 bilhões em dez anos se alinharmos marco regulatório e financiamento”, aponta o relatório parlamentar.
Próximos passos e impacto econômico
Entre as propostas imediatas está a criação de uma task force Brasil-Japão para acompanhar projetos de P&D ligados à agricultura de precisão e à recuperação de áreas degradadas na Amazônia. O Itamaraty destaca que o intercâmbio comercial já somou US$ 12,1 bilhões em 2023, e a meta é elevar em 30% esse volume até 2030 com produtos de baixo impacto ambiental.
Os senadores também sugeriram linhas de crédito verdes pelo BNDES e a adesão de universidades federais a programas de dupla titulação com institutos japoneses, reforçando a transferência de know-how em baterias de estado sólido e mobilidade elétrica.
O que você acha? A parceria pode colocar o Brasil na linha de frente da economia de baixo carbono? Para mais análises sobre políticas públicas, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação
