Senado tenta turbinar auxílio-gás e reduzir penas do 8/1
BRASÍLIA – Na volta oficial dos trabalhos, o Senado virou palco de um duelo político duplo: o governo quer aprovar, sem ajustes, a MP 1.313/2025, que criou o Programa Gás do Povo em setembro e promete aumentar o valor e o número de beneficiados do antigo Auxílio Gás; enquanto isso, a oposição busca votos para derrubar o Veto 3/2026, relacionado ao projeto de dosimetria que reduz penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
- Em resumo: Ampliação do subsídio ao gás de cozinha enfrenta o esforço da oposição para aliviar sentenças do 8/1.
Impacto imediato no bolso e na segurança jurídica
O líder do PT, senador Rogério Carvalho (SE), sustenta que a medida pode dobrar o alcance do benefício e proteger famílias que gastam até 10% da renda com gás de cozinha, segundo dados da PNADC do IBGE. A expectativa do Planalto é liberar recursos extras do Fundo Social do pré-sal para bancar a expansão.
Já o vice-líder da oposição, senador Marcos Rogério (PL-RO), afirma ter apoio suficiente para reverter o veto presidencial à dosimetria, dispositivo que pode reduzir em até um terço as penas dos réus que comprovarem menor participação nos ataques de 8/1.
“Uma das prioridades do governo é garantir que o Programa Gás do Povo seja aprovado ainda neste semestre”, destacou Rogério Carvalho.
Por que a disputa interessa a você
Se aprovada, a nova versão do auxílio deve passar de bimestral para mensal e elevar o repasse médio de R$ 110 para R$ 150, de acordo com projeções internas do Ministério do Desenvolvimento Social. Para um botijão de 13 kg que custa, em média, R$ 113 no país, o benefício cobriria praticamente todo o valor.
Do outro lado, a eventual derrubada do veto abriria precedente para revisar sentenças relacionadas a crimes coletivos, envolvendo desde dano ao patrimônio público até terrorismo, segundo juristas ouvidos pela Casa. A mudança também pode gerar reações de órgãos de segurança preocupados com a percepção de impunidade.
O que você acha? O Senado deve priorizar o alívio no bolso das famílias ou a revisão das penas dos réus do 8/1? Para mais análises políticas, acesse nossa editoria especializada.
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