- Cartão VaiVem corta R$520 do gasto mensal e chega a Guaiúba
- Lula inaugura bloco do ITA em Fortaleza e reforça poupança escolar
- Último suspeito de duplo homicídio de 2025 é preso em Brasília
- Vereador de Ipu pega 4 anos por vender arsenal clandestino
- Condenação de vereador por arsenal ilegal expõe rede de munição
Séries lésbicas da Tailândia já somam US$ 50 mi e 300 mi views
Bangkok, Tailândia – Um novo fenômeno televisivo vem transformando a representação LGBT no entretenimento global: as séries Girls’ Love (GL), romances entre mulheres produzidos no país, já geram receitas estimadas em dezenas de milhões de dólares e somam mais de 300 milhões de visualizações no YouTube, segundo a consultoria Rocket Media Lab.
- Em resumo: 21 produções GL foram lançadas em 2024, projetando a Tailândia ao centro da conversa sobre diversidade.
Do experimento ao boom internacional
O “pontapé” aconteceu em 2022, quando a produtora GMMTV incluiu um casal feminino secundário na série “Bad Buddy”. A reação entusiasmada dos fãs levou à encomenda de “23.5”, primeiro título centrado exclusivamente em duas protagonistas mulheres, interpretadas por Pansa “Milk” Vosbein e Pattranite “Love” Limpatiyakorn.
Com distribuição gratuita no YouTube (legendada em até 10 idiomas), a estratégia remove barreiras de acesso em mercados de censura rígida, como China e Indonésia, reforçando o argumento de especialistas de que o streaming “pulveriza fronteiras”, conforme relatório da ONU Mulheres.
“Percebemos que o público pedia uma história dedicada a duas mulheres”, revelou o diretor Noppharnach Chaiyahwimhon (GMMTV).
Por que o público se engaja tanto?
Diferentemente da chamada “síndrome da lésbica morta”, comum em roteiros ocidentais, as produções tailandesas entregam finais felizes. A professora Eva Cheuk-Yin Li, do King’s College London, explica que esses arcos completos “validam” o público LGBT e atraem fãs que buscam narrativas positivas.

No Brasil, o fandom é crescente: a atriz tailandesa Mae Metharkarn reuniu centenas de pessoas em São Paulo, em maio de 2025. Além do apelo emocional, existe impacto econômico: o turismo ligado ao GL já movimenta hotéis e merchandising na capital Bangkok, segundo dados do Ministério do Turismo local, que estima alta de 12 % no fluxo de visitantes motivados por eventos de fãs.
O que você acha? As narrativas felizes das séries GL podem influenciar positivamente a aceitação LGBT no Brasil? Para acompanhar outras tendências da cultura pop, visite nossa editoria Pop.
Crédito da imagem: Divulgação / GMMTV via BBC
