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Servidor fantasma de Choró pode perder direitos por 16 anos
Choró, CE – Uma ação do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) expôs um suposto “servidor fantasma” na Câmara Municipal que, simultaneamente, dirigia o ônibus escolar do marido da ex-presidente da Casa. O caso, investigado desde 2025, mira devolução de R$ 18,9 mil aos cofres públicos e punições que podem tirar o ex-funcionário da vida política por até 16 anos.
- Em resumo: exonerado em 2025, ele teria recebido salário integral enquanto cumpria jornada de 7h às 17h como motorista escolar.
Como o esquema foi descoberto
Edson Braz Moreira foi nomeado agente de planejamento em janeiro de 2025, com carga de 40 horas semanais. Porém, vistorias do MPCE em outubro e dezembro flagraram sua ausência entre 8h e 13h — horário oficial de expediente legislativo. Ao mesmo tempo, registros escolares confirmavam que ele conduzia diariamente o transporte de alunos, atividade incompatível com o cargo público.
Segundo dados da Controladoria-Geral da União (CGU), improbidade administrativa responde por parte expressiva das condenações por corrupção no serviço público, reforçando a gravidade dessas práticas.
“Ele sequer soube explicar as atribuições do cargo de planejamento”, destaca trecho da ação que tramita na Comarca de Quixadá.
Conexões políticas e possíveis punições
O ônibus escolar envolvido pertence ao empresário Cleyton Ferreira da Silva, o “Cabeça do Choró”, casado com a vereadora Lidiana Castro, ex-presidente da Câmara. Para o MPCE, o vínculo familiar sugere favorecimento político. Além da devolução de valores, a Promotoria pede multa de até R$ 52 mil, perda de função e suspensão dos direitos políticos por até 16 anos.

Levantamento do Conselho Nacional de Justiça aponta que mais de 2,7 mil ações de improbidade tramitam atualmente no Ceará, confirmando que práticas semelhantes não são pontuais e sobrecarregam o Judiciário estadual.
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Crédito da imagem: Divulgação





