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Sete açudes vertem e empurram reservas do Ceará acima de 40%
FORTALEZA/CE – Dados atualizados nesta quarta-feira, 4 de março de 2026, mostram que sete açudes cearenses estão sangrando simultaneamente, após um aporte recorde de 75,3 milhões de m³ em apenas 24 horas, elevando o volume total de água armazenada no estado para pouco mais de 40% da capacidade.
- Em resumo: Chuvas no Alto Jaguaribe provocam a maior sangria do ano e levam água extra para o estratégico Açude Orós.
Por que o sobe-e-desce preocupa
Os temporais que atingiram o Alto Jaguaribe fizeram verter os açudes Caldeirões (Saboeiro), Muquém (Cariús) e Trici (Tauá). As águas desses reservatórios correm, respectivamente, para os açudes Orós e Arneiroz II, pilares do abastecimento regional.
Segundo dados do IBGE, quase 90% do território cearense está no semiárido, o que torna cada metro cúbico de água estratégico para agricultura, energia e consumo humano.
“No total, 2026 já garantiu 665,37 milhões de m³, o suficiente para o volume do estado ultrapassar os 40%.”
Regiões ainda em alerta de colapso
Apesar do cenário positivo, três bacias permanecem em situação delicada: Sertões de Crateús (15,5%), Médio Jaguaribe (21,4%) e Banabuiú (26,9%). Esses números estão abaixo do mínimo recomendado pela Defesa Civil estadual para garantir segurança hídrica até o próximo período chuvoso.

Especialistas lembram que, entre 2012 e 2018, a pior seca do século reduziu o nível global dos açudes cearenses a menos de 8%, disparando racionamentos e migração de rebanhos. A memória recente reforça a necessidade de gestão criteriosa mesmo em anos de boa recarga.
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Crédito da imagem: Divulgação
