OSTRAVA, CHÉQUIA – Na última quinta-feira, o português Frederico Silva, 234.º do ranking ATP, foi eliminado na segunda ronda do Challenger local após 2h04 de resistência diante do favorito da casa, Dalibor Svrcina, 127.º do mundo. O revés por 6-3 e 6-4 encerra a campanha do atleta de 31 anos, que buscava repetir as quartas de final conquistadas no mesmo circuito em 2022.
- Em resumo: mesmo com placar direto, cada set ultrapassou 1h de disputa.
Disputa intensa do primeiro ao último ponto
O equilíbrio marcou as trocas longas. Silva salvou quatro break-points antes de ceder o serviço decisivo no oitavo game, enquanto Svrcina converteu 78% dos pontos com o primeiro saque, segundo estatísticas da ATP.
No segundo set, o português abriu 2-0, mas perdeu o controle após sete erros não forçados consecutivos. Ainda assim, forçou games de até 12 minutos, mostrando por que já figurou no top 165 em 2021.
“O resultado não espelha o que foi a partida; estive sempre dentro dos rallies”, avaliou Silva à transmissão oficial do torneio.
O que está em jogo para o tênis português
Com a eliminação, o caldense permanece fora do top 200 — zona de acesso direto às qualificações de Grand Slam. Atualmente, apenas Nuno Borges (62.º) e João Sousa (175.º) representam Portugal entre os 200 primeiros, segundo atualização semanal da ATP.
No circuito Challenger, partidas que duram acima de duas horas resultam em 15% mais quebras de saque, de acordo com levantamento da Federação Internacional de Tênis (ITF). Para Silva, a estatística se confirmou: ele enfrentou nove break-points, contra apenas quatro de seu adversário.
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