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Seul reage: tarifas dos EUA ameaçam margens da Samsung
SEUL, Coreia do Sul – Em meio à escalada de tarifas norte-americanas sobre chips de inteligência artificial, o governo sul-coreano anunciou, no último domingo (18), que abrirá rodada de negociações com Washington para impedir que Samsung Electronics e SK Hynix sofram perda de competitividade.
- Em resumo: Casa Azul promete negociar isenções antes que a nova tarifa entre em vigor.
Por que o tema virou urgência diplomática
Os Estados Unidos planejam sobretaxar semicondutores de alto desempenho importados para abastecer data centers e aplicações de IA. Caso o texto preliminar seja mantido, módulos de memória fabricados na Coreia poderão custar até 25% mais caro ao cruzar a alfândega norte-americana. Segundo dados do Banco Central, os chips já respondem por quase 17% de todas as exportações sul-coreanas.
Ao ser questionado sobre a nova proclamação do governo Trump, o porta-voz presidencial lembrou que o acordo comercial assinado em 2025 assegurava “tratamento não discriminatório” para Seul.
“A Coreia não aceitará tratamento desfavorável”, reforçou o porta-voz durante coletiva televisiva.
Impacto bilionário e cartas na mesa
A depender do volume negociado, analistas estimam que cada ponto percentual extra de tarifa pode reduzir em até US$ 500 milhões o lucro anual das fabricantes, que detêm juntas cerca de 60% do mercado mundial de memória DRAM. Só a Samsung investiu US$ 15 bilhões em fábricas nos EUA nos últimos três anos, argumento que Seul pretende usar para pedir contrapartidas.

No sábado (17), o ministro do Comércio minimizou o impacto “imediato”, alegando que grande parte dos chips de IA ainda é produzida em menores quantidades. Porém, especialistas lembram que a demanda por servidores de aprendizado de máquina deve dobrar até 2028, o que poderia transformar a tarifa em um entrave de longo prazo.
O que você acha? A Coreia conseguirá manter suas gigantes competitivas no mercado de IA? Para mais análises sobre economia global, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
