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Show de Fitti faz Ney Matogrosso renascer em 16 faixas
RIO DE JANEIRO (RJ) – Na noite de 5 de abril, o Teatro Carlos Gomes virou palco de uma catarse coletiva: o pernambucano Fitti recriou, em um espetáculo de 16 músicas, a liberdade estética de Ney Matogrosso, que completará 85 anos em agosto, e deixou o público em êxtase.
- Em resumo: performance uniu potência vocal, teatralidade e leitura política do repertório, transformando clássicos como “Balada do Louco”.
Por que a apresentação hipnotizou a plateia?
Logo na abertura, trovões e chuva emolduraram “Homem de Neanderthal”, dando pistas de que o roteiro assumiria um tom quase ritualístico. A direção musical de Pupillo — baterista conhecido pela Nação Zumbi — injetou pulsação rock em faixas como “Tem gente com fome”. Guitarra de Yuri Queiroga, teclados de Vinicius Furquim e baixo de Vic Vilandez completaram a química.
Segundo dados do IBGE, 56% dos brasileiros voltaram a frequentar concertos ao vivo após a pandemia, e o show de Fitti surfou essa retomada: ingressos esgotados e fila que dobrou o quarteirão do histórico teatro.
“Fitti cantou Ney Matogrosso como o novo, o antigo, aquele cujo tempo é hoje”, registrou a crítica original.
Repertório, identidade trans e diálogo político
Artista, cantor e ator, Fitti evitou o terreno do cover ao vestir (literalmente) o figurino de Ney atrás de um biombo — recurso cênico clássico do ícone sul-mato-grossense — para depois explodir em “Mal necessário”, reafirmando a fluidez de gênero que marcou a obra do homenageado.
O ponto mais alto veio quando o intérprete trans entoou “Homem com H”, forró gravado por Ney em 1981, agora ressignificado sob outra ótica de masculinidade. O público respondeu em coro, selando a relevância do ato em tempos de debate sobre diversidade.

Também chamaram atenção as releituras de “Dívidas de amor”, trazida ao brega pernambucano, e a introspectiva “Viajante”, feita em cadeira ao centro do palco. Tudo amarrado pela curadoria do diretor artístico Marcus Preto, que já pilotou álbuns de Gal Costa e Adriana Calcanhotto.
O que você acha? A ousadia de Fitti ajuda a manter vivo o legado de Ney Matogrosso? Compartilhe sua opinião e, para mais novidades do universo pop, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Renan Prado
