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Sinal de iPhone no mar intriga buscas por psicóloga cearense
Colchester, Inglaterra – Desaparecida desde 3 de março, a psicóloga cearense Vitória Figueiredo Barreto, 30, teve o último rastreio do celular indicado em alto-mar, alimentando temores de sequestro ou tráfico humano e acelerando uma operação conjunta entre polícia britânica e autoridades brasileiras.
- Em resumo: Alerta de emergência do iPhone marcou posição no mar após saída de universidade em Brightlingsea.
Câmeras, ônibus e um alerta: as últimas horas de Vitória
Imagens de vigilância mostram a brasileira deixando o campus universitário e embarcando em um ônibus rumo às docas de Brightlingsea. Minutos depois, o iPhone pareado com o aparelho de uma amiga em Fortaleza emitiu mensagem de SOS e fixou a geolocalização em águas próximas ao Estuário do Tâmisa – informação que agora orienta mergulhadores e drones na costa.
A base de dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que 72% dos casos de desaparecimento com indício de tráfico têm ligação com rotas portuárias, o que reforça a hipótese investigada pela polícia de Essex.
“O último sinal foi no mar, o que levanta forte preocupação de sequestro ligado a tráfico humano”, disse a amiga Fernanda Silvestre.
Itamaraty mobilizado e estatísticas de desaparecidos no exterior
O Ministério das Relações Exteriores confirmou assistência consular à família e informou seguir o protocolo de cooperação com o Reino Unido. Em 2023, o Itamaraty registrou 184 pedidos formais de busca por brasileiros fora do país; 37% continuam sem desfecho.
Especialistas lembram que Londres concentra mais de 220 mil brasileiros, segundo o Office for National Statistics, e que a capital é porta de entrada para cidadãos que buscam bolsas de estudo ou trabalho temporário. Entretanto, o Atlas da Violência alerta para o crescimento de ocorrências de tráfico internacional envolvendo perfis acadêmicos: mulheres com alto nível de escolaridade corresponderam a 18% das vítimas entre 2019 e 2022.

Vitória viajava desde janeiro: apresentou trabalho num congresso no Marrocos e prospectava doutorado em psicologia comunitária em Colchester. A universidade local declarou colaborar com as investigações.
O que você acha? Casos como o de Vitória deveriam motivar protocolos mais rígidos de segurança para estudantes brasileiros no exterior? Para acompanhar outras notícias internacionais, visite nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação / Arquivo pessoal
