Madrid/Espanha - A capital espanhola viu o Mutua Madrid Open encerrar mais uma sessão às 1h15, e o líder do ranking, Jannik Sinner, não poupou palavras: jogar de madrugada compromete a saúde dos atletas e a experiência do público.
- Em resumo: Sinner cobra fim dos duelos que começam às 23h e varam a madrugada no Masters 1000.
Por que os jogos avançam pela madrugada?
O torneio mantém dois jogos noturnos a partir das 20h, empurrando a segunda partida para depois da meia-noite. Segundo o regulamento da ATP, cada tenista precisa de até quatro horas pós-jogo para entrevistas, recuperação e alimentação, o que estende a rotina até as 5h da manhã.
Para Sinner, que encara Rafa Jódar na próxima rodada, esse cenário quebra completamente o ciclo de sono e dificulta a preparação para o dia seguinte.
“Acabamos à 1h15, depois vêm imprensa, tratamento e jantar. Não vamos para a cama antes das 4 ou 5 da manhã. Dois encontros às 20h são demais, temos de fazer melhor, definitivamente”, alertou Sinner.
Riscos para atletas e torcedores
Estudo publicado no British Journal of Sports Medicine indica que a perda de apenas duas horas de sono aumenta em 14% a chance de lesão muscular em esportes de alta intensidade. Além disso, partidas que terminam de madrugada reduzem a presença de público nas fases seguintes e elevam o custo operacional do torneio.
Em 2023, a própria ATP ajustou o Masters de Roma para iniciar a sessão noturna às 18h30, reduzindo em 37% as partidas além da 1h, segundo relatório interno da entidade — um modelo que Sinner sugere replicar em Madrid.
O que você acha? A ATP deve limitar jogos até meia-noite? Para mais debates sobre tênis e esportes, visite nossa editoria de Esporte.
Crédito da imagem: Divulgação