Miami, EUA – A Red Bull Racing encara neste fim de semana o GP de Miami como divisor de águas: será a primeira prova da Red Bull Powertrains-Ford em solo norte-americano e, ao mesmo tempo, a chance de reagir depois de somar escassos 16 pontos nas três primeiras corridas da temporada.
- Em resumo: Pacote de atualizações tenta resolver peso excessivo e falhas de confiabilidade já na estreia da parceria nos EUA.
Atualizações ousadas prometem alívio no desempenho
Durante a pausa de abril, a equipe concentrou-se em um kit aerodinâmico novo — asa dianteira revista, sidepods remodelados e ajustes no sistema do DRS. Segundo o chefe Laurent Mekies, os testes de filmagem em Silverstone serviram para validar parte das soluções antes do formato Sprint de Miami. Dados técnicos divulgados pela FIA indicam que 60% das falhas de confiabilidade em 2025 foram ligadas ao sistema híbrido, área que recebeu atenção especial da Ford.
O trabalho não parou no chassi: o time também adotou materiais mais leves para atacar o excesso de peso que tirava velocidade nas retas.
“Miami será, na prática, um recomeço para a temporada. Não esperamos resolver tudo, mas queremos dar aos pilotos um carro mais confortável para explorar”, destacou Mekies.
Por que o GP de Miami pode redefinir a temporada
Historicamente, quem termina a terceira prova com menos de 20 pontos tem apenas 7% de chance de lutar pelo título, segundo levantamento do portal StatsF1. A pressão aumenta porque 2026 marca o retorno da Ford à principal categoria após 22 anos fora, e a montadora quer visibilidade justamente no mercado norte-americano, que sediará três GPs.
Além disso, as arquibancadas de Miami costumam receber mais de 85 mil torcedores por dia, número superior à média de 71 mil da temporada passada, um termômetro comercial que interessa tanto à Red Bull quanto à Ford.
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