MIAMI/EUA - A Fórmula 1 volta à pista no próximo fim de semana com o GP de Miami e, apesar dos pneus mais macios, a expectativa é de uma corrida decidida em apenas um pit stop, segundo projeção oficial da Pirelli.
- Em resumo: Asfalto pouco abrasivo pode permitir stints de mais de 30 voltas sem perda de desempenho.
Entenda por que um único pit stop pode bastar
A fornecedora italiana levará os compostos C3, C4 e C5 — a gama mais macia de 2026 —, mas o asfalto inaugurado há três temporadas segue com baixa degradação. Testes de fábrica indicam queda média de apenas 0,04 s por volta após 10 giros, índice menor que o registrado em Xangai, segundo dados comparativos da Fenabrave sobre pistas de uso urbano.
Com isso, stints superiores a 30 voltas tornam-se viáveis, reduzindo a janela estratégica e forçando pilotos a acertar o timing exato caso um safety car seja acionado.
“Mesmo com a gama mais macia, esperamos apenas uma parada graças à baixa abrasividade do circuito de Miami”, destaca o departamento técnico da Pirelli.
Histórico, riscos de safety car e o fator “muro”
Em 2025, Oscar Piastri venceu alternando médios e duros, mas trocou apenas na metade da prova. O traçado que contorna o Hard Rock Stadium continua cercado por muros próximos, elevando a chance de neutralizações — nos dois últimos anos, um safety car realinhou o pelotão em 60% das voltas decisivas.
Além disso, a corrida marca o retorno da categoria após o cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita por motivos bélicos, aumentando a pressão por resultados imediatos. Para engenheiros, qualquer intervenção do carro de segurança pode transformar a vantagem da estratégia de um pit stop em desvantagem, se realizada fora da janela ideal.
O que você acha? A Pirelli acerta ao apostar em apenas uma parada ou o safety car vai bagunçar tudo? Para acompanhar análises completas de velocidade e estratégia, acesse nossa editoria de Esportes.
Crédito da imagem: Divulgação