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Sobral: dose única protege prematuros contra bronquiolite
Hospital Regional Norte (HRN), em Sobral – o HRN começou a aplicar o anticorpo nirsevimabe em bebês prematuros internados e em crianças com comorbidades nas UTIs, medida do SUS que amplia a proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e mira reduzir internações e casos graves entre os mais vulneráveis.
- Em resumo: nirsevimabe, dose única, amplia cobertura do SUS e substitui o esquema anterior com palivizumabe para um público mais amplo.
Entenda a dinâmica da nova proteção
O imunizante, ofertado pelo Ministério da Saúde e distribuído pela Secretaria da Saúde do Ceará, é um anticorpo monoclonal que oferece proteção imediata contra o VSR, principal causador da bronquiolite na primeira infância.
Segundo a equipe do HRN, o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie) recebe, avalia e aplica as doses, priorizando bebês internados para protegê-los nos primeiros seis meses de vida.
“Esse anticorpo monoclonal foi incorporado para proteger as crianças mais vulneráveis contra as formas graves de infecção respiratória, especialmente durante o período de maior circulação do vírus… Essa proteção chega para reduzir esse cenário e salvar vidas”, afirma a enfermeira Larissa Cunha.
Contexto, critérios e impacto esperado
São elegíveis recém-nascidos prematuros com idade gestacional igual ou inferior a 36 semanas e 6 dias, que podem receber a dose ao nascer ao longo de todo o ano. A quantidade aplicada varia conforme o peso ao nascimento: 50 mg (0,5 ml) para < 5 kg e 100 mg (1,0 ml) para ≥ 5 kg.
Crianças com comorbidades — incluindo cardiopatias congênitas, broncodisplasia, imunocomprometimento, Síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e anomalias congênitas das vias aéreas — também são prioritárias e podem receber 200 mg em dose única, até 1 ano, 11 meses e 29 dias, durante a segunda sazonalidade (fevereiro a agosto).

Há regras de transição: quem iniciou o esquema com palivizumabe em 2025 deve concluir com o mesmo imunizante; crianças nascidas após o fim da sazonalidade de 2025 e com menos de seis meses podem receber nirsevimabe como dose de resgate no início da sazonalidade de 2026.
A Organização Mundial da Saúde destaca que o VSR é responsável por alto impacto em consultas e internações pediátricas globalmente, o que reforça a relevância da ampliação da profilaxia no SUS.
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Crédito da imagem: Divulgação
