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Sobrecarga doméstica mina saúde mental, alerta Jade Romero
Fortaleza/CE – Em solenidade no Palácio da Abolição, a vice-governadora e titular da SPS, Jade Romero, fez um alerta contundente: a divisão desigual de tarefas em casa está adoecendo mulheres e afastando-as do mercado de trabalho e da política.
- Em resumo: Romero cobra que homens assumam responsabilidades e vincula a sobrecarga feminina ao aumento de casos de ansiedade e depressão.
Quando o cuidado vira peso coletivo
Dirigindo-se a autoridades e movimentos sociais, Romero defendeu que o debate ultrapasse datas simbólicas. Ela citou a base de dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que aponta crescimento de 6% nos registros de violência doméstica em 2023, para ilustrar como a desigualdade dentro das casas se reflete em agressões fora delas.
Especialistas chamam esse acúmulo de “economia do cuidado”: o tempo destinado a limpar, cozinhar, cuidar de filhos e idosos. Segundo o IBGE, brasileiras dedicam, em média, 21,3 horas semanais a afazeres domésticos, quase o dobro dos homens (11 horas). Esse hiato consome oportunidades de qualificação e renda.
“Nós precisamos convocar os homens para essa responsabilidade”, ressaltou Jade Romero, lembrando que a sobrecarga “está nos impactando na saúde mental”.
Consequências na carreira e na política
A vice-governadora citou relatos de mulheres que recusam promoções ou a própria candidatura a cargos públicos por falta de rede de apoio. O fenômeno tem reflexo direto na representatividade: apenas 17,7% dos assentos da Câmara Federal são ocupados por mulheres, percentual abaixo da média latino-americana de 34%, mostram dados da UIP.

Romero anunciou que o Governo do Ceará estuda ampliar programas de creches, fortalecer a Casa da Mulher Cearense e incentivar empresas a aderir a horários flexíveis. Ela defende que políticas públicas precisam “derrubar o machismo, falar de economia do cuidado e garantir proteção” para que o ciclo de dependência seja rompido.
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Crédito da imagem: Divulgação
