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Startup oferece R$ 4 mil ao dia para “xingar” chatbots e expor falhas
Estados Unidos – Uma vaga inusitada da Memvid promete pagar mais de R$ 4,1 mil por apenas um dia de trabalho para quem tope passar oito horas “provocando” sistemas de inteligência artificial e detalhando cada erro que eles cometem.
- Em resumo: candidato será gravado enquanto pressiona a IA, recebe US$ 100 por hora e ainda ajuda a revelar limitações de memória dos chatbots.
Por que a Memvid quer um “agressor profissional”
A startup desenvolve ferramentas que ampliam a memória de longo prazo das IAs, recurso valioso em setores que manipulam grandes volumes de informação, como saúde e recrutamento. Para demonstrar o problema — e vender sua solução — a empresa precisa de dados reais de falhas. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o mercado de tecnologia foi o que mais gerou vagas formais em 2023, sinalizando apetite por funções especialistas, ainda que incomuns.
O contratado deverá repetir perguntas, exigir que o chatbot lembre de detalhes e registrar toda vez que o sistema “se esquece” da conversa. A remuneração de US$ 800 por dia equivale a mais de 20% do salário médio mensal do setor de TI no Brasil, de acordo com dados do IBGE.
“A Memvid está contratando um bully profissional de IA. Não estou brincando”, destacou Jeremy Boudinet no anúncio publicado no LinkedIn.
Impacto maior que o salário: marketing e pesquisa de campo
Além de testar limitações técnicas, a vaga funciona como peça de marketing viral — estratégia que já rendeu à Memvid menções em sites como Business Insider e G1. Para especialistas, a exposição ajuda a atrair clientes que sofrem com a perda de contexto em assistentes virtuais.

Não há pré-requisito em programação. Basta ter mais de 18 anos, paciência para repetir perguntas e “histórico de frustração com tecnologia”. O selecionado deverá permitir que todo o processo seja filmado, material que a Memvid pretende divulgar publicamente.
O que você acha? Você toparia passar um dia confrontando robôs por esse valor? Para mais curiosidades do cenário global, acesse nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação
