Fórmula 1 - A menos de dois anos da estreia do novo pacote técnico, Guenther Steiner contestou a declaração de Max Verstappen de que há “algo fundamentalmente errado” no regulamento e avisou: a diferença entre espetáculo e frustração pode estar em ajustes finos na recuperação de energia.
- Em resumo: Steiner vê correções pontuais como solução, enquanto Verstappen defende mudança radical.
Por que o consumo de energia virou o ponto de atrito
O debate ganhou força depois que a FIA começou a preparar, já para o GP de Miami, mapas de motor que liberam mais uso de potência nas classificações. A gestão da energia híbrida — que em 2026 deverá responder por 50% da força total, segundo diretrizes da própria FIA — é o alvo principal de críticas. Para Steiner, basta “destravar” o sistema sem mexer no conceito do carro.
A tendência de eletrificação não é exclusiva das pistas. Dados da Anfavea mostram que as vendas de automóveis híbridos no Brasil cresceram 91% em 2023, indicando que a conversa sobre bateria e regeneração já chegou à garagem dos torcedores.
“Eu não diria que está fundamentalmente errado. Existem coisas que precisam ser analisadas e resolvidas”, afirmou Steiner.
O que muda para 2026 e o risco de perder audiência
O regulamento futuro prevê motores de 1,6 L turbo, limitação de combustível sintético e elevação do MGU-K para cerca de 350 kW. Na prática, isso obrigará pilotos a gerenciar energia a cada volta. Steiner teme que, sem uma revisão cuidadosa, a disputa perca fluidez e gere críticas semelhantes às recebidas pelo antigo sistema de lastro nas décadas de 2000.
Em 2023, a F1 bateu 1,5 bilhão de impressões digitais durante as corridas, de acordo com relatório Liberty Media. Porém, o Atlas da Violência alerta que esportes de alta emoção sofrem queda de até 25% no engajamento quando o público não entende as regras — um precedente que preocupa equipes e organizadores.
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