LAS VEGAS/EUA - Aljamain Sterling, ex-campeão peso galo do UFC, admitiu que “viu tudo escurecer” ao ser encaixado em uma guilhotina por Youssef Zalal no UFC Vegas 116, em 25 de abril de 2026. Mesmo à beira do desmaio, o veterano recusou-se a bater, sobreviveu ao estrangulamento e virou a luta por decisão unânime.
- Em resumo: Sterling quase foi finalizado, mas resistiu e impôs a primeira derrota a Zalal em dez combates.
Quando a traqueia fecha: o sufoco no 3º round
O combate transcorreu majoritariamente no grappling. No terceiro assalto, ao tentar um double-leg, Sterling caiu na guilhotina do “Demônio Marroquino” e sentiu a traqueia comprimir. De acordo com levantamento do UFC Stats, o golpe responde por cerca de 11% das finalizações registradas na organização, ficando atrás apenas do mata-leão.
“Eu pensei que ia apagar, porque simplesmente não ia bater. Não queria dar a ele a satisfação”, explicou o norte-americano no podcast “Home of Fight”.
“Tudo começou a escurecer. Estava difícil respirar. Se fosse treino, eu teria batido”, confessou Sterling.
Do treino à revanche: história por trás da resistência
Sterling revelou que Zalal já o havia estrangulado em sessões de sparring na academia Serra-Longo, em Nova York. A lembrança, segundo ele, reforçou a vontade de resistir no evento oficial. Apesar de perder o round nas papeletas, o ex-campeão retomou o controle nos dois assaltos seguintes e encerrou a sequência de dez vitórias do marroquino.
Especialistas em quedas de rendimento advertem que privação de oxigênio por poucos segundos pode comprometer coordenação e visão. Por isso, árbitros do UFC monitoram sinais de inconsciência e interrompem lutas imediatamente, conforme o Regulamento Unificado de Artes Marciais Mistas.
O que você acha? Você arriscaria ficar inconsciente para não bater? Para acompanhar outras histórias de superação no octógono, visite nossa editoria de Esportes.
Crédito da imagem: Divulgação