- ‘Faça o L e peça ao Lula’: patrão é condenado a pagar R$ 201 mil
- Lula receberá Medalha da Abolição em 2026, anuncia governador
- Rede Cuca abre 8.800 vagas gratuitas em abril; veja como garantir a sua
- Terceiro Suspeito de Matar Homem a Tiros em Academia de Sobral é Preso
- Terceiro envolvido em execução a tiros em academia é preso
Subvenção de R$ 330 mi tenta barrar disparada do gás
Brasília – Para blindar o bolso das famílias diante da escalada gerada pelos conflitos no Oriente Médio, o governo federal anunciou, nesta segunda-feira (6), que bancará R$ 850 por tonelada de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) importado. O aporte previsto é de R$ 330 milhões.
- Em resumo: medida vale por dois meses e equipara preço do GLP importado ao nacional.
Quanto, por quanto tempo e para quem
A subvenção, formalizada por medida provisória, poderá ser estendida por mais dois meses caso o cenário internacional permaneça adverso. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, explicou que o incentivo “garante a chegada do gás de cozinha às famílias de mais baixa renda, mesmo com o câmbio e a cotação do petróleo pressionados”.
“A importação continua viável e o preço na ponta não dispara”, resumiu Durigan durante a coletiva no Palácio do Planalto.
Atualmente, segundo dados do IBGE, o botijão de 13 kg representa cerca de 1,2% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e é item essencial para 97% dos domicílios brasileiros.
Por que o botijão pesa tanto no orçamento
A última Pesquisa de Orçamentos Familiares mostra que as famílias que ganham até dois salários mínimos destinam, em média, 3% da renda mensal ao GLP. Para esse público, cada reajuste de R$ 1 no botijão retira aproximadamente R$ 50 milhões do consumo da economia nacional.

Como paliativo, o Auxílio Gás, pago bimestralmente a 5,6 milhões de lares, cobre 100% do preço médio do botijão, mas o benefício depende da estabilidade dos valores praticados pelas distribuidoras — exatamente o que o novo subsídio pretende assegurar.
O que você acha? A subvenção é suficiente para evitar novos aumentos ou o governo deveria adotar ações mais duradouras? Para acompanhar outras medidas econômicas, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / TV Globo
