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Superávit recorde salta 86% e desafia tarifaço dos EUA em janeiro
Brasília – O Brasil encerrou janeiro com superávit de US$ 4,32 bilhões na balança comercial, alta de 85,8% sobre o mesmo mês de 2025, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O resultado, divulgado em 5 de fevereiro de 2026, é o melhor para o mês desde 2024 e o segundo maior de toda a série histórica iniciada em 1989, apesar do tarifaço imposto pelos Estados Unidos.
- Em resumo: saldo positivo cresceu 86% mesmo após recuo de 25,5% nas exportações para os EUA.
Como o Brasil compensou a perda com os EUA?
Enquanto as vendas para o mercado norte-americano caíram para US$ 2,4 bilhões, o país ampliou embarques para a China e Oriente Médio, mostram dados do IBGE. O fluxo para os chineses saltou 17,4%, atingindo US$ 6,47 bilhões, e para a região árabe avançou 31,6%.
O impulso veio principalmente de commodities que escaparam da sobretaxa de 50% anunciada pelo presidente Donald Trump em agosto de 2025, caso do minério de ferro, e de itens liberados nas negociações entre Trump e Luiz Inácio Lula da Silva, como café e carne bovina – esta última com crescimento expressivo de 42,5%.
Déficit com os EUA ficou em US$ 668 milhões no mês, reflexo direto da taxação sobre aço, alumínio e outros produtos brasileiros.
Por que isso importa para a economia?
O superávit robusto ajuda a aliviar a conta de transações correntes, sustenta o câmbio e reforça as reservas internacionais. Em 2025, o saldo anual já havia batido recorde de US$ 98 bilhões, e economistas projetam que o total de 2026 pode superar a marca se a tendência de diversificação de mercados se mantiver.

Além disso, a queda de 5,5% nas importações – puxada por fertilizantes e equipamentos industriais – reduziu a pressão sobre o saldo. Para analistas, a expectativa é de que a Organização Mundial do Comércio discuta ainda neste semestre a legalidade das sobretaxas, o que pode reabrir o mercado norte-americano a setores estratégicos brasileiros.
O que você acha? O Brasil deve concentrar esforços em novos parceiros ou tentar reverter o tarifaço? Para mais análises, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / G1
