- Foragido capturado em Mombaça após cerco policial em 5 cidades
- Mulher à deriva recusa resgate e mobiliza bombeiros em Fortaleza
- Bilhões desviados do INSS: vice de partido e ministros na mira
- Madrugada sangrenta no Crato: suspeito cai na Chapada
- Golpe via WhatsApp faz fãs de Luan Santana perderem até R$ 432
BRASÍLIA – A Comissão de Assuntos Sociais do Senado marcou audiência pública para discutir a incorporação da caneta que identifica células cancerígenas durante cirurgias ao Sistema Único de Saúde (SUS), inovação criada pela pesquisadora Lívia Schiavinato Eberlin.
- Em resumo: Senadores querem levar a tecnologia, que dá o resultado em segundos, para hospitais públicos.
Tecnologia brasileira em análise
Capaz de diferenciar tecido saudável de tumores em cerca de 10 s, o dispositivo foi desenvolvido na Universidade do Texas, onde Eberlin lidera um grupo de químicos analíticos. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 704 mil novos casos de câncer por ano até 2025, o que reforça a urgência de métodos que reduzam tempo de cirurgia e risco de recidiva.
A audiência foi solicitada por Dra. Eudócia (PSDB-AL) e Dr. Hiran (PP-RR), ambos médicos, ao lado de outros parlamentares. Eles defendem que o debate aponte caminhos para testes clínicos em rede pública e para a busca de financiamento via Ministério da Saúde.
“A nova caneta pode ser decisiva para cirurgiões retirarem apenas o tecido doente, preservando o máximo possível de órgãos saudáveis”, destaca a justificativa do requerimento aprovado pela CAS.
Por que isso importa
Hoje, a confirmação de margens cirúrgicas livres de câncer costuma depender de biópsias que podem levar horas. Com o dispositivo, esse processo se resume a segundos, reduzindo custos com centro cirúrgico e aumentando a taxa de sobrevivência dos pacientes.
Nos Estados Unidos, estudos preliminares apontam precisão acima de 90 %. No Brasil, a adoção pelo SUS exigirá validação pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) e definição de preço, etapas que costumam levar até dois anos.
O que você acha? A caneta deveria ter prioridade na fila de novas tecnologias do SUS? Para mais novidades sobre ciência e saúde, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação





