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Tarifas de Trump turbinaram exportações mexicanas em 6%
CIDADE DO MÉXICO – Desde que Donald Trump reimpôs sobretaxas a dezenas de nações em abril de 2025, o México transformou a exceção tarifária garantida pelo T-MEC em vantagem competitiva: suas vendas para os Estados Unidos cresceram 5,66% até novembro, destoando da retração global.
- Em resumo: Exportações mexicanas subiram 6% em 2025 enquanto parceiros pagam tarifa média de 10,9%.
Como a isenção virou trunfo imediato
Produtos enquadrados nas regras de origem do T-MEC ficaram blindados da nova alíquota de importação – hoje em 4,6% para o México contra 37,1% para a China. De acordo com dados do Banco Central, a proximidade geográfica reduziu ainda o custo logístico, reforçando o nearshoring.
A fatia de mercadorias mexicanas que cruza a fronteira sob o acordo saltou de 49% em 2024 para 87% no fim de 2025, segundo a analista Erica York, da Tax Foundation. Antes, quase metade dos exportadores preferia pagar taxas mínimas e escapar da burocracia do tratado.
“Quando o comprador norte-americano vê tarifas subirem por todos os lados, recorre ao fornecedor que mantém a alíquota mais baixa”, resume o economista Mario Campa, da Universidade Columbia.
O teste de fogo chega com a renegociação
A cláusula de revisão do T-MEC vence este ano e Trump já chamou o pacto de “irrelevante”. Um rompimento criaria um vácuo jurídico semelhante ao fim do Nafta em 2018, obrigando a recorrer às regras da OMC – cujo teto tarifário para autos chega a 25%.
Setores sensíveis como aço e alumínio já sentiram o impacto: mesmo com a proteção parcial, as vendas recuaram após tarifas específicas de 25%. No automotivo, o avanço foi de tímidos 0,9%, bem abaixo do ritmo geral.

Para analistas, o México precisa de um “plano B” que inclua diversificação comercial, algo ensaiado no “Plano México” anunciado pela presidente Claudia Sheinbaum em 2025. Movimentos recentes do Canadá em direção à China reforçam a urgência mexicana em ampliar destinos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images via BBC
