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Tarifas zeradas: UE e Austrália selam pacto bilionário
CANBERRA – Em meio à escalada de tensões comerciais globais, Austrália e União Europeia firmaram, nesta segunda-feira (23), um acordo que corta 99% das tarifas entre os dois mercados e pode injetar até €1 bilhão por ano em economias de ambos os lados.
- Em resumo: pacto abre a UE para 30,6 mil toneladas de carne bovina australiana e projeta salto de 33% nas vendas europeias à Oceania.
Por que isso importa agora
A UE, que movimentou cerca de €16 trilhões em PIB em 2025 segundo dados do IBGE ajustados a paridade de poder de compra, busca reduzir a dependência da China em minerais críticos como lítio e níquel. O acordo garante tarifas menores para esses insumos estratégicos, depois de Pequim impor controles de exportação.
Para os produtores europeus, vinhos, espumantes, frutas e chocolates entram na Austrália com tarifa zero já no primeiro dia de vigência. Em contrapartida, Canberra conquista duas cotas tarifárias que somam 30.600 t de carne bovina, 55% delas totalmente isentas.
“A UE e a Austrália podem estar geograficamente distantes, mas não poderíamos estar mais próximas em como vemos o mundo”, ressaltou Ursula von der Leyen após reunião com Anthony Albanese.
Impacto previsto nas próximas décadas
Negociado desde 2018 e travado em 2023 por divergências agrícolas, o tratado deve elevar em até €37 bilhões a corrente anual de comércio de bens, valor que superou €37 bi em 2025. No segmento de serviços, onde a UE já envia €28 bi à Austrália, telecomunicações e finanças ganharão acesso ampliado.

Especialistas lembram que o movimento segue a assinatura de acordos europeus com Indonésia e Índia, redesenhando cadeias no Indo-Pacífico. Na prática, analistas veem o bloco reforçando sua posição como segundo maior investidor estrangeiro na Austrália desde 2024, ao mesmo tempo em que pressiona por avanços ainda pendentes no tratado Mercosul-UE.
O que você acha? O pacto fortalece ou ameaça produtores brasileiros? Para mais detalhes, acesse nossa editoria de Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
