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Tauá recebe 30 jovens sul-sudaneses para curso em bovinocultura
Tauá – A partir do dia 9 de março, o município de Tauá, nos Inhamuns, passa a sediar uma etapa estratégica do Youth Technical Training Program (YTTP), promovido pelo Instituto Brasil África (IBRAF). A ação capacitará mais de 30 jovens profissionais do Sudão do Sul em práticas de bovinocultura e manejo de ração adaptadas a climas áridos, com impacto direto na segurança alimentar e no fortalecimento de cadeias produtivas tanto no Ceará quanto na África.
- Em resumo: Tauá receberá 30 participantes do Sudão do Sul para transferência de tecnologias sociais e produtivas voltadas ao semiárido.
Entenda a dinâmica da formação e o que muda
A capacitação faz parte do YTTP e decorre de um Memorando de Entendimento assinado em dezembro de 2025 entre a Prefeitura de Tauá e o IBRAF. O curso foca em técnicas de pecuária de corte e produção de ração que enfrentam desafios comuns entre o Nordeste brasileiro e o Sudão do Sul, como escassez hídrica e necessidade de gestão sustentável dos recursos.
Essas práticas dialogam com recomendações oficiais sobre manejo em áreas de clima seco. O Ministério da Agricultura destaca que tecnologias de alimentação e adaptação de pastagens são fundamentais para manter a produtividade em ambientes áridos.
“Tauá sempre foi um laboratório de resiliência e inovação no semiárido. Receber esses jovens do Sudão do Sul não é apenas um gesto de solidariedade, mas uma troca técnica valiosa que mostra que as soluções desenvolvidas aqui, na nossa terra, têm escala mundial. Estamos transformando a nossa expertise em política de cooperação internacional, fortalecendo a economia local e reafirmando que o interior do Ceará está conectado com o futuro do desenvolvimento sustentável”, destaca a prefeita Patrícia Aguiar.
Contexto: cooperação Sul‑Sul e efeitos locais
O YTTP, criado em 2017 pelo IBRAF, já promoveu intercâmbio técnico entre Brasil e países africanos. Em Tauá, a iniciativa pretende descentralizar debates internacionais, trazendo para o sertão discussões sobre inovação governamental, segurança alimentar e geração de renda.

Para o presidente do IBRAF, professor João Bosco Monte, a formação técnica contribui para a emergência de lideranças locais capazes de adaptar tecnologias ao contexto regional e multiplicar práticas sustentáveis nos seus países de origem.
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Crédito da imagem: Divulgação
