MIAMI, Flórida – A previsão de chuva intensa para a manhã de domingo, poucas horas antes da largada marcada para 16h, colocou o Grande Prêmio de Miami de 2026 em estado de alerta máximo, reacendendo memórias do caos aquaplanado de 2025.
- Em resumo: Sistema de tempestades cruza o sul dos EUA e pode atingir o autódromo exatamente no dia da corrida.
Por que a pista pode virar um “sabão”
Meteorologistas indicam que o mesmo sistema originado nas Montanhas Rochosas atravessará Alabama, Louisiana e Mississippi antes de despejar água na Flórida. Segundo o National Weather Service, rajadas superiores a 60 km/h e até 50 mm de chuva são esperadas em poucas horas.
Essa combinação cria risco elevado de aquaplanagem, o mesmo fenômeno que fez Charles Leclerc perder o controle do carro na volta de instalação da Sprint de 2025.
“Se a célula estacionar sobre Miami até o meio-dia, a janela de secagem comum de três horas desaparece”, alertou um engenheiro de pista ouvido pelas equipes.
Impacto estratégico e histórico de corridas molhadas
Das 22 etapas de 2025, apenas 4 tiveram início com pneus de chuva – número que, segundo dados da FIA, costuma embaralhar o grid: 70 % das vitórias vieram de carros que não largaram na pole nesses cenários.
Em Miami, onde as temperaturas beiram 35 °C no restante do fim de semana, o asfalto poroso costuma drenar rápido, mas qualquer aguaceiro perto da largada força decisões dramáticas: manter pneus intermediários ou arriscar slicks em trilhos secos. Para equipes como Red Bull e McLaren, a janela de estratégia pode definir o líder do campeonato já na 4.ª etapa.
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