Teto do PIS/Pasep encolhe e quem nasce em janeiro recebe já
Brasília – O Ministério do Trabalho confirmou que o pagamento do abono salarial PIS/Pasep 2026, referente ao ano-base 2024, começa em 16 de fevereiro e deve injetar R$ 33,5 bilhões a 26,9 milhões de trabalhadores. A mudança que mais chama atenção é o novo teto de renda, agora corrigido só pela inflação, o que reduz gradualmente o grupo com direito ao benefício.
- Em resumo: renda máxima para receber será de R$ 2.765,93; calendário passa a ser fixo pelo mês de nascimento.
Limite de renda encolhe ano após ano
Até 2025, bastava ganhar até dois salários mínimos para garantir o abono. A partir de 2026, o valor-limite deixará de acompanhar o piso nacional e será ajustado apenas pelo INPC. De acordo com projeções do governo, em 2035 apenas quem receber até 1,5 salário mínimo terá direito ao pagamento. Para entender por que a inflação virou referência, consulte a série histórica do Banco Central.
Isso significa que, enquanto o mínimo cresce acima da inflação, o teto do PIS/Pasep sobe menos. Na prática, cada reajuste anual do salário mínimo exclui mais trabalhadores do benefício.
“Todo ano, o trabalhador ganha reajuste maior no salário mínimo, mas o teto para receber o PIS/Pasep vai diminuindo e não acompanha esse crescimento.”
Calendário fixo e valores de até R$ 1.621
Com o calendário unificado, os depósitos serão feitos sempre no dia 15 ou no primeiro dia útil seguinte, começando pelos nascidos em janeiro e terminando com os de dezembro, que terão até 30 de dezembro de 2026 para sacar.

O valor do abono varia conforme o tempo de serviço em 2024: quem trabalhou todos os 12 meses levará o equivalente a um salário mínimo integral (R$ 1.621), enquanto quem esteve contratado por apenas um mês receberá R$ 136. A consulta sobre habilitação e data de pagamento pode ser feita no aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou, para trabalhadores da iniciativa privada, nos apps Caixa Trabalhador e Caixa Tem.
O que você acha? A correção apenas pela inflação é justa ou exclui quem ainda precisa do benefício? Para mais detalhes, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil
