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TikTok pede aval do BC e mira R$ 200 bi em crédito no Brasil
Brasília – A rede social TikTok protocolou junto ao Banco Central, em 31 de março de 2026, dois pedidos de licença que podem transformá-la em uma nova potência de pagamentos e empréstimos no país, acirrando a disputa com bancos digitais e carteiras já consolidadas.
- Em resumo: ByteDance quer emitir moeda eletrônica e operar crédito direto dentro do app, após se reunir com a cúpula do BC.
Por que a pressa para virar fintech?
Ao solicitar a licença de emissora de moeda eletrônica e de sociedade de crédito direto, a companhia pretende permitir que os 4,7 milhões de usuários ativos diários brasileiros movimentem dinheiro sem sair do feed. Segundo o Banco Central, mais de 153 milhões de pessoas já fazem pagamentos instantâneos via Pix, sinal de um mercado pronto para novas soluções.
Com a segunda licença, o TikTok poderá emprestar recursos do próprio caixa ou intermediar operações entre clientes e instituições financeiras, modelo que pressiona bancos tradicionais a reduzirem taxas para manter público jovem.
Executivos da ByteDance, incluindo o chefe de Pagamentos Globais, Liao Baohua, se reuniram com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na manhã de 31/3, segundo agenda oficial.
Expansão bilionária e riscos regulatórios
O pedido brasileiro ocorre após a negativa do governo indonésio, em 2023, que obrigou a empresa a buscar parcerias locais. No Brasil, a ofensiva vem embalada pela construção de um data center no Ceará, anunciada no fim de 2025, com aporte estimado em mais de R$ 200 bilhões para armazenar dados de usuários latino-americanos.
Especialistas lembram que a Lei Complementar 179/2021, que instituiu o Sistema de Pagamentos Instantâneos, exige capital mínimo de R$10 milhões para emissores de moeda eletrônica e fiscalização contínua de liquidez. A entrada de um app de entretenimento nesse segmento reacende o debate sobre segurança de dados e prevenção à lavagem de dinheiro.

Dados da Febraban indicam que 6 em cada 10 empréstimos pessoais já são contratados digitalmente, evidenciando espaço para novos players, mas também a necessidade de regras claras para evitar o superendividamento juvenil promovido por crédito fácil.
O que você acha? A presença de redes sociais no mercado financeiro aumenta a inovação ou gera riscos extras para consumidores? Para aprofundar o tema, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
