Tio morre e Suzane mira herança; web reage com revolta
SÃO PAULO – A morte repentina de Miguel Abdalla Netto, único irmão de Marísia von Richthofen, recolocou o nome de Suzane von Richthofen no centro de uma nova polêmica: internautas acusam a ex-detenta de já se mover para receber parte da herança do parente, o que gerou revolta e pedidos de mudança na lei sucessória.
- Em resumo: falecimento do tio pode abrir caminho para Suzane disputar patrimônio enquanto redes sociais pedem que condenados por crimes contra a família sejam barrados de herdar.
Por que o testamento do tio virou alvo de disputa
Segundo o artigo original, Miguel Abdalla Netto – sem filhos e viúvo – deixou bens avaliados em alguns milhões de reais, incluindo participação em empresas e imóveis. Como não havia testamento registrado em cartório até o fechamento da reportagem, a divisão segue a linha sucessória prevista pelo Código Civil. Nesse cenário, sobrinhos aparecem como herdeiros legítimos, entre eles Suzane. O tema ganhou tração nas redes sociais, com usuários afirmando que ela estaria “atacando novamente” ao procurar seus direitos no inventário.
A indignação se apoiou em dispositivos da lei de indignidade, que impedem o autor de homicídio de herdar da vítima. Contudo, juristas lembram que a restrição vale apenas em relação às vítimas diretas – no caso, Manfred e Marísia, assassinados em 2002. “A lei não a torna automaticamente indigna para a herança de terceiros”, explica o advogado criminalista ouvido pela reportagem.
“É chocante ver alguém condenado por um crime dessa magnitude discutindo herança, mas a lacuna legal existe”, comentou uma usuária no X (antigo Twitter).
Indignação online e debate sobre mudança da lei
Levantamento do Núcleo de Dados do Terra apontou mais de 30 mil menções ao nome de Suzane em menos de 24 horas. A hashtag #LeiRichthofen figurou entre os assuntos mais comentados, com internautas cobrando que o Congresso amplie as situações que configuram indignidade. Hoje, apenas o homicídio doloso contra a própria vítima impede o benefício.
Casos semelhantes não são raros. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2022, ao menos 4,6 mil denúncias de crimes patrimoniais tiveram motivação sucessória ou de disputa familiar no país, um aumento de 12% em relação ao ano anterior.

Especialistas em Direito de Família defendem a criação de uma “cláusula moral ampliada”, que tornaria o condenado por homicídio contra qualquer familiar próximo inelegível a receber herança dentro da mesma linha sucessória. A proposta, porém, enfrenta resistência de juristas que temem violações ao princípio da individualização da pena.
O que você acha? A lei deve ser alterada para impedir que condenados por crimes contra parentes recebam herança? Para acompanhar outras reportagens sobre segurança e justiça, visite nossa editoria.
Crédito da imagem: Divulgação
