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Tomate sobe 63% e já consome 46% do salário mínimo
Brasília – A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revelou que, entre dezembro e janeiro, a cesta básica ficou mais cara em 24 das 27 capitais brasileiras, transferindo para o prato dos consumidores um peso que já abocanha 46% do salário mínimo.
- Em resumo: tomate chegou a saltar 63,54% em Cuiabá, enquanto o pão francês encareceu em 22 capitais.
Por que o tomate explodiu de preço?
A Conab atribui o salto recorde do fruto à menor oferta de tomates de qualidade nesta entressafra. A combinação de clima adverso e logística cara reduziu a produção e elevou o valor nas gôndolas. Segundo dados do IBGE, o item já lidera o ranking de aumentos no IPCA de janeiro, com alta média nacional de 20,52%.
O fenômeno não é novo: nos últimos dez anos, o tomate acumulou picos de preço em pelo menos cinco ocasiões, reforçando sua fama de “vilão” da inflação alimentar.
“Em janeiro, 46% da renda de quem recebe salário mínimo foi gasto apenas em alimentos básicos”, destaca o relatório da Conab.
Efeito cascata: pão francês também aperta o bolso
Se o tomate é o símbolo da alta, o pão francês confirma o efeito cascata. O item subiu em 22 capitais — a maior variação, 3,06%, ocorreu em Manaus, puxada pelo encarecimento da energia elétrica e da farinha de trigo importada.

Nem tudo, porém, foi pressão: o leite integral barateou em todas as capitais, chegando a recuo de 8% em Campo Grande graças aos estoques elevados de derivados lácteos. Mesmo assim, o grupo “alimentação e bebidas” registrou alta de 0,23% no IPCA e segue no radar do Banco Central, que trabalha com meta de inflação de 3% para o ano.
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Crédito da imagem: Divulgação / Freepik
