Netflix – Lançada em 16 de maio, a minissérie “Ronaldinho Gaúcho” estreou direto no topo do ranking global da plataforma, mas o sucesso esconde um detalhe incômodo: a produção brilha nos momentos de nostalgia e falha quando precisa enfrentar as controvérsias que marcaram o ídolo.
- Em resumo: Arquivos inéditos fascinam, porém o roteiro suaviza festas, prisão no Paraguai e outras crises do ex-camisa 10.
Bastidores raros empolgam, depoimentos de peso sustentam ritmo
Com imagens da infância em Porto Alegre, gols históricos pelo Barcelona e bastidores da Copa de 2002, o documentário entrega material difícil de encontrar em outra fonte. Craques como Lionel Messi, Neymar e Luiz Felipe Scolari reforçam, em entrevistas, a dimensão cultural do jogador. Dados de audiência da Variety mostram que produções sobre esportes aumentam o tempo médio de visualização em até 30% na Netflix, explicando o rápido salto ao Top 10.
A narrativa, dividida em três episódios, ancora-se na relação familiar de Ronaldinho, especialmente com o irmão Roberto Assis, e recria o auge europeu do craque sem depender apenas de saudosismo.
“Ele mudava o clima do vestiário com um sorriso”, resume Lionel Messi em um dos trechos mais emocionantes da série.
Quando a tensão surge, falta coragem para ir além
Vida noturna, rumores de indisciplina, a “foto das bundas” e a detenção no Paraguai até aparecem, mas quase sempre como anedotas. Especialistas em mídia esportiva criticam esse tratamento indulgente: sem confronto direto, o roteiro perde a chance de desvendar as complexidades de um atleta que oscilou entre genialidade e autossabotagem.
Segundo o Atlas da Violência, 65% dos brasileiros consideram que ídolos devem servir de exemplo fora dos gramados; ao driblar investigações mais duras, a série pode decepcionar esse público. Ainda assim, para quem busca emoção rápida e grandes jogadas, a produção cumpre seu papel de entretenimento premium.
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