Torcida invade CT e Brítez pode ser dispensado após criticar SAF
Fortaleza/CE – O Centro de Excelência Alcides Santos, no Pici, virou palco de tensão na última quinta-feira (09): integrantes das torcidas TUF e JGT exigiram explicações do elenco, comissão técnica e diretoria do Fortaleza Esporte Clube depois da derrota por 2 × 0 para o Ceará no Clássico-Rei pela Copa do Nordeste.
- Em resumo: Protesto, críticas à SAF e ameaça de rescisão do zagueiro Emanuel Brítez.
Por que a cobrança explodiu agora?
A derrota ocorreu mesmo com o rival tendo um atleta expulso, fato que alimentou a revolta. A invasão ao CT expôs uma fratura entre arquibancada e diretoria, agravada depois que o argentino Brítez atacou publicamente o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) adotado pelo clube.
Segundo o Atlas da Violência do IPEA, conflitos ligados a torcidas organizadas cresceram 17 % no Nordeste na última década, colocando pressão adicional em gestões que não entregam resultados.
“Isso aqui não é uma empresa, é um time de futebol. Tem que seguir todos juntos, senão vai ser difícil”, disparou Brítez.
Risco de efeitos dentro e fora de campo
Nos bastidores, dirigentes já analisam rescindir o contrato do zagueiro para conter o desgaste. O clima também é pesado entre jogadores, que reclamam de mudanças na rotina do CT e da comunicação deficitária com a cúpula da SAF.

Especialistas lembram que, desde 2021, clubes que viraram SAF ganharam margem para negociar ativos e cortar custos, mas a transição costuma gerar atritos quando resultados esportivos tardam. No Fortaleza, a urgência é dupla: além da pressão por títulos regionais, o time precisa manter calendário internacional para segurar receitas de bilheteria e direitos de TV.
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