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Tornozeleira para deputada: PF mira fraude bilionária no INSS
Fortaleza/CE – A deputada federal Gorete Pereira (MDB) foi obrigada a usar tornozeleira eletrônica após a Operação Indébito, desencadeada na terça-feira (17) pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, cumprir mandado de busca em seu endereço. A investigação expõe um esquema nacional de descontos clandestinos em aposentadorias e pensões, conduzido sob supervisão do ministro do STF André Mendonça.
- Em resumo: além da parlamentar, empresário e ex-presidente de associação de aposentados foram presos como peças-chave do golpe.
Como funcionava o desconto fantasma
Segundo os autos, o grupo inseria dados falsos nos sistemas do INSS para habilitar cobranças “associativas” que nunca foram autorizadas pelos beneficiários. Parte do dinheiro era lavado por testas de ferro, dificultando o rastreamento. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban alerta sobre golpes) classifica esse tipo de fraude como um dos mais recorrentes entre idosos.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação de patrimônio. Mandados de prisão atingiram o empresário Natjo de Lima Pinheiro e a advogada Cecília Rodrigues Mota, ex-dirigente de entidades de pensionistas no Ceará.
“O prejuízo às vítimas ainda está sendo calculado, mas a PF não descarta impacto nacional”, destacou um dos relatórios da operação.
Por que o caso preocupa aposentados de todo o país
Fraudes em benefícios não são pontuais. Dados oficiais do INSS mostram que auditorias em 2023 impediram o desembolso irregular de R$ 5,7 bilhões, valor suficiente para pagar um mês de aposentadoria a mais de 800 mil segurados. A Operação Indébito é um desdobramento da Sem Desconto, que já havia detectado irregularidades semelhantes.

Ainda sem manifestação das defesas, o processo tramita sob sigilo no Supremo devido ao foro privilegiado da deputada. O uso da tornozeleira será monitorado por 90 dias, prorrogáveis.
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Crédito da imagem: Divulgação
