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Tragédia no Cariri: fim de semana soma 8 mortes violentas
Juazeiro do Norte/CE – O Cariri voltou a registrar um saldo alarmante de violência: entre a noite de sexta-feira (19h30) e o fim de domingo, oito pessoas morreram em quatro acidentes de trânsito, três homicídios e um afogamento, espalhados por Juazeiro, Crato, Brejo Santo e Mauriti.
- Em resumo: Em apenas 48 h, a soma de mortos subiu de 7 para 8 em relação ao fim de semana anterior.
Sequência de acidentes e crimes em 48 h
As primeiras vítimas foram Ernesto Malheiro Tavares Neto, 30, e Atáilio Pereira da Silva, 25, que não resistiram a quedas de motocicleta, respectivamente em Juazeiro e Mauriti. Ainda na sexta, o industriário Francisco Wedson Dias da Silva, 26, baleado na Rodovia Pinto Madeira (Crato), morreu no Hospital Regional do Cariri.
No sábado, dois novos crimes abalaram Juazeiro: o jovem Maicon Gabriel da Silva, 20, executado a tiros por dupla em moto, e Maria Dasdores Vitorino Silva, 41, a “Dorinha”, esfaqueada no pescoço após discussão entre usuários de drogas.
Domingo trouxe mais tragédia. Em Brejo Santo, Erlandio Santos Saraiva, 31, desapareceu ao mergulhar no Açude Atalho; bombeiros localizaram o corpo horas depois. Na mesma cidade, o ciclista Francisco Cavalcante Cardoso, 53, morreu ao ser atingido por uma moto na CE-397. A lista se encerrou no Crato, onde o mecânico Rayan Cardoso Garcia, 28, perdeu o controle da moto e faleceu na zona rural.
“Ele não respondia a procedimentos criminais”, constatou o relatório sobre Francisco Wedson, destacando a imprevisibilidade das vítimas.
Por que o Cariri lidera as estatísticas?
De acordo com o Atlas da Violência 2023, o Ceará figura entre os cinco estados com maior taxa de homicídios do país, e o trânsito corresponde a quase 30 % das mortes externas. No Cariri, a combinação de vias estreitas, motocicletas como principal meio de transporte e deficiências na iluminação rural potencializa riscos.

Dados da Secretaria da Saúde local mostram que apenas 38 % dos motociclistas utilizam capacete corretamente e que o socorro médico demora, em média, 28 minutos nas zonas rurais — intervalo crítico para traumas cranianos fatais.
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Crédito da imagem: Divulgação
