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Treinamento simula pisoteamento com 64 feridos na Arena Castelão
FORTALEZA/CE – Na última sexta-feira (6), a Arena Castelão virou palco de um exercício que mobilizou mais de 500 profissionais de saúde e segurança para testar, em tempo real, a resposta a um pisoteamento com 64 vítimas simuladas.
- Em resumo: Força Nacional do SUS e órgãos cearenses treinaram resgate, triagem e evacuação em cenário de desastre.
Por dentro da operação: minutos que valem vidas
O simulado encerrou o curso Gestão de Incidentes com Múltiplas Vítimas (IMV), coordenado pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e pelo Ministério da Saúde. Bombeiros, policiais militares, peritos, Samu 192 e Defesa Civil executaram protocolos de atendimento que incluíram transporte aéreo e comunicação integrada. De acordo com o Atlas da Violência, o Ceará concentra uma das maiores taxas de mortes violentas do País, fator que impulsiona treinamentos desse porte.
Antes do início, moradores receberam um alerta de celular avisando que se tratava de exercício, medida prevista na Política Nacional de Proteção e Defesa Civil para evitar pânico.
“Separar vítimas, avaliar gravidade e acionar resgate aéreo mostram como atuamos de forma conjunta diante de grandes desastres”, destacou o coronel Wagner Alves Maia, comandante-geral adjunto do Corpo de Bombeiros.
Integração que pode redefinir a primeira hora crítica
A secretária da Saúde, Tânia Mara Coelho, lembrou que o preparo vai além da técnica: “Equipe organizada mantém o controle emocional do cenário”. Já Mozart Sales, da pasta federal, reforçou que a incerteza sobre quando ocorrerá um evento desta magnitude exige prontidão permanente.
Especialistas chamam a primeira hora após o incidente de “golden hour”. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que a chance de sobrevivência em eventos de massa sobe até 30% quando o resgate segue protocolos padronizados. A capital cearense, que recebe partidas de futebol e shows internacionais, lida regularmente com públicos superiores a 60 mil pessoas, o que justifica o investimento.

O treinamento replicou toda a cadeia de resposta: triagem no gramado, estabilização no posto médico avançado e encaminhamento para hospitais de referência. Psicólogos também foram acionados para simular o acolhimento às famílias, etapa muitas vezes negligenciada em tragédias reais como a da Boate Kiss (RS, 2013), que deixou 242 mortos.
O que você acha? Exercícios desse tipo deveriam ocorrer com mais frequência em outras arenas do País? Para acompanhar outras ações na área, acesse nossa editoria de Segurança.
Crédito da imagem: Divulgação
