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Três mortes em série na CE-153 expõem risco nas vias do Cariri
Cariri, CE – Em um intervalo inferior a oito horas, três motociclistas perderam a vida em Jati, Juazeiro do Norte e Mauriti, revelando a vulnerabilidade de quem trafega pelas estradas que cortam a região.
- Em resumo: colisão, atropelamento e queda solitária resultaram em três óbitos quase consecutivos.
Dinâmica dos acidentes em sequência
O primeiro choque fatal aconteceu às 16h30, na CE-153, altura do Sítio Sabonete, quando a moto do agricultor Givanildo Matias Leite, 46, foi atingida por um veículo de grande porte próximo à Barragem da Transposição do São Francisco.
Pouco depois, às 19h30, o jovem Ernesto Malheiro Tavares Neto, 30, não resistiu aos ferimentos após ser transferido ao Hospital Regional do Cariri, em Juazeiro. Ele havia se envolvido em colisão na Rua Sebastião Palmeira, bairro Aeroporto.
Já às 22h, no Sítio Gravatá, zona rural de Mauriti, o estudante Atáilio Pereira da Silva, 25, sofreu queda da própria motocicleta e morreu antes de receber socorro especializado.
“Por volta das 16h30min, a moto do agricultor Givanildo Matias Leite foi colhida por um veículo de grande porte”, relata o boletim policial.
Por que as estatísticas continuam alarmantes?
Motociclistas representam 57% das mortes no trânsito registradas no Ceará, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A predominância dessas vítimas está ligada a fatores como excesso de velocidade, falta de equipamentos de proteção adequados e trechos sem iluminação.

No Cariri, a combinação de tráfego intenso de cargas pesadas, vias rurais sem acostamento e fiscalização limitada amplia o risco. Especialistas em segurança viária alertam que o uso correto do capacete pode reduzir em até 40% a probabilidade de traumatismo fatal na cabeça.
A região também carece de políticas de engenharia de tráfego voltadas para motocicletas: lombadas eletrônicas, faixas exclusivas e campanhas educativas sistemáticas. Municípios vizinhos que adotaram essas medidas registraram queda de 18% nas ocorrências graves nos últimos dois anos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Portal Miséria
